49o. post – MC de 11 de maio de 2008

12 maio

A Etanol Connection começou com o áudio em baixa e o McCain em alta. A gata tem garra mas não tem mais nenhuma vida, e vai continuar sua campanha interminável no Zimbabwe. Obama triunfou, mas eggheads não elegem presidente e o velhinho já ganhou. Hora do elogio espontâneo para o Diogo, que tinha razão. A lenga-lenga acabou – menos em Mianmar, onde o governo bandido formado por gangsters de uniforme admite alguns milhares de mortos no genocídio. Enquanto isso, os ricos que estão cada vez mais ricos no Golfo Pérsico fazem festas em Dubai, onde até as mulheres dirigem carros. O professor Ricardo ensina que o eixo da economia mundial mudou, e o elogiado Diogo explica que as bases terroristas não estão diretamente ligadas ao petróleo. Parabéns Israel nesta data querida.
 
No segundo bloco, o futuro começa com José Pessoa de Queiroz Bisneto, o sheik do etanol que deveria ter tomado um shake de proteína antes de entrar em cena. A entrevista foi totalmente dispensável, e só valeu pela participação do Ricardo, que mostrou ser melhor entrevistador que a Marília Gabriela. De qualquer modo, a conclusão foi a de que o petróleo pode ser uma benção ou uma maldição (exceto na Noruega) – mas esta até o Diogo sabia.
 
[pausa para o momento styling: Diogo conseguiu domar a cabeleira e estava melhor que o Marcello Mastroianni em um filme de Fellini. Lúcia deixou a sofisticação do preto mas acertou no look sixties numa espécie de ban-lon com brilhos, casual mas muito elegante. Lucas estava com um visual sóbrio todo azul com gravata chique – e o Caio não ficou atrás com paletó xadrezinho e uma gravata difícil, mas que combinou direitinho. Está cada vez mais difícil conceder o Oscar de melhor figurino… ele quase foi direto para a Fernanda Young, mas esta semana ficou com Ricardo, que entre todos os ensembles destacou-se pela camisa branquíssima com gravata vermelha] 
 
A seguir, o clã dos Rockefeller, onde da ganância jorrou o senso crítico. A velha família da Standard Oil tem objetivos filantrópicos e muito a ensinar aos novos ricos. A galinha dos ovos de óleo deve se ajustar aos novos tempos. O segredo está na cabeça (mais eggheads?), na gorjeta dada ao barbeiro e no documentário Born Rich, feito pelo baby Jamie Johnson (trechos aqui e aqui).
 
No último bloco, George Lois, o tiranossauro que revolucionou as capas da Esquire antes do photoshop e do movimento politicamente correto. A lenda viva tem 77 anos de idade, um site compreensivo aqui, e a coleção de capas da Esquire aqui (veja também um arquivo compreensivo de capas da Esquire desde 1933 aqui). Lois quebrou tabus, e o faixa-roxa David Mamet quebra a crítica a golpes de jiu-jitsu no filme Cinturão Vermelho (site aqui, trailer aqui), inspirado na família Gracie. O Brasil é bom de briga, o medalhista Ricardo Amorim deu uma aula de cultura samurai, e o Diogo fez um elogio espontâneo à arte suave: é anti-estética, mas eficiente. 
 
Fórum da semana: Nosso etanol pode ser uma miragem? A resposta do Caio foi a mais energética: “Não, ele tem muito potencial, muita energia.”
 
Músicas e locais da semana: 1 – Spa Shizuka. Música: Worrisome heart, com Melody Gardot. 2 – Parque Stuyvesant. Música: One world (not Three), com The Police. 3 – Restaurante Dovetail. Música: Lady day, com Wayne Shorter. 4 – (Boa noite) – Filme: Sorte no amor. Local: Christopher Park. Música: All about you, com McFly.
 
PROMOÇÃO DO FÃ-CLUBE
 
Dia 19 de maio de 2008 é o primeiro aniversário do fã-clube do Manhattan Connection! Para comemorar, concorra a 1 DVD do documentário Conexão Manhattan participando da promoção na página inicial do fã-clube.

2 Respostas to “49o. post – MC de 11 de maio de 2008”

  1. cláudia :-) às 8:54 #

    Achei o programa bom. Desenvolveu-se melhor que o último.
    Quanto ao entrevistado: dããããããããã.
    Sem comentários.
    Sobre a questão do Etanol e a consequente escassez de alimentos, me vangloriando sim pq a matéria era de longe muito melhor, mandei-lhes um e-mail que daria um programa sensacional. Mostrava desde uma entrevista com o “chefão” do agronegócio nacional ao link que abriria a página da maior feira de agronegócios da AL, a “Agrishow” de Ribeirão Preto.
    O Brasil já foi o “pulmão” do mundo para os brasileiros.
    O Brasil já foi o “celeiro” do mundo para alguns poucos brasileiros – para o PSTU, em 2004, “já era”.
    Seria o Brasil o santo socialista protetor da natureza ou o vilão capitalista, criador do combustível “limpo”?
    Uma guerra entre os genéricos malfeitos de São francisco de Assis e a besta barbuda.
    Seríamos a salvação dos McDonald’s e suas batatinhas?
    Plagiando uma amiga: “É Nóis Nas FRITAS” ?

    PS* Não consigo me lembrar de uma frase dita pelo DM que foi de doer. Pensei na hora: que droga de colocação.

    E os belos da noite, pra mim, foram Lucas e Lúcia.

  2. marcosalexandre :-) às 9:31 #

    Cláudia, realmente os manhattans estão cada vez mais alinhados… logo o programa muda de nome e vira o GNT Fashion II… hehehe

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