54o. post – MC de 15 de junho de 2008

16 jun

A Conexão Pregoneira começa falando sobre o terrorismo – mas não sem antes dar uma canja do Caio imitando a Carmen Miranda. Aliás, eu mesmo já tinha comparado o Caio e a Carmen no post especial de 15 anos do programa, lembram? Só falta mesmo um tutti-frutti hat, e nosso querido barbudinho do PT estará pronto para os palcos da Broadway!

Falando nisso, troquei e-mails com o Lucas hoje, e em um deles ele comentou: “Ontem demos uma de Espírito Santo. No mesmo instante que falávamos sobre Paulo Szot e Carmen Miranda no programa, o Tony entrou no tabuleiro dele.

Parabéns, Paulo!

Voltando ao mugunzá: Einsenhower já havia alertado sobre a industrialização da guerra e suas batalhas ideológicas. Das cavernas, o terrorismo dá a volta por cima, e será a herança do próximo presidente. Osama perdeu mentes e corações islâmicos, mas sorri enquanto ninguém sabe contra quem está lutando e o mundo fica em sobressalto. No Rio de Janeiro morre mais gente do que no Iraque, e Diogo e Ricardo travam uma batalha com o departamento de defesa americano, que publicou o número de mortos na guerra aqui. Lucas fala sobre o livro Legacy of ashes, e Bush leva chumbo grosso em Guantanamo. No nosso terreiro, a guerrilha colombiana perde o vatapá, Cuba cai na real, e os brasileiros são caipiras.

No segundo bloco, o Brasil está na boiada nos emergentes no tabuleiro
geo-político e no oba-oba da imprensa. O país exporta matéria prima, e
deveria investir na educação – temos que disputar mercado, e não prestígio.
É melhor ser Canadá do que China – e quem (não) tem medo da Coréia do Norte? Deu no New York Times: In Rio slum, armed militia replaces drug gang’s criminality with its own. E o pessoal da PBS pode não saber diferenciar álcool de gasolina, mas fez uma série de três reportagens sobre o Brasil – veja transcripts e vídeos clicando nas datas em que as matérias foram ao ar na TV americana: 09/06, 10/06, 13/06.

[pausa para o momento styling: Diogo estava com um ótimo topetão, mas a
camisa era a mesma de sempre. Por que ele não pede umas dicas para o
personal stylist da Sabrina Sato? Lucas estava ótimo de paletó preto com
camisa azul e gravata roxinha. Caio estava elegante de paletó cinza (que é o
novo preto) e gravata de bolinhas, e Ricardo fez a escolha perfeita com
gravata lilás sobre camisa a branca. Ele só não leva o Oscar de melhor figurino da semana porque a estatueta vai para a Lúcia, que de cabelo super arrumado e casaquinho off-white estilo 60´s evocou a Twiggy na capa da Seventeen]

Fleming, Ian Fleming: o autor inventou o espião 007, um homem charmosão que não parecia com o Pluto e que vivia às voltas com vilões e mulherões. Os imitadores não superam o criador no gênero que é mais britânico do que
americano. O site compreensivo de Ian está aqui, o site do seu centenário
aqui, e o do livro Devil may care, de Sebastian Faulks, aqui.

M*A*S*H é um filme de guerra? Roberto Nascimento, Ricardo Amorim e Lucas Mendes acham que não – mas eu concordo com o Caio. M*A*S*H não deixa de ser uma comédia, mas é acima de tudo um filme de guerra sim, principalmente pela sua importância tanto na crítica social quanto na própria  história do cinema. O Lucas entendeu, mas repetiu o argumento que deu no programa: “Se você fizesse a lista das 50 melhores comédias, M*A*S*H entraria, mas não entraria na lista dos 50 melhores filmes de guerra.” Bem, parece que a verdade é que simplesmente não podemos classificar um filme de Robert Altman, o melhor cineasta de todos os tempos, dentro de apenas uma definição de gênero.

No quarto bloco, as iá-iás Michelle Obama e Cindy McCain. Perdemos o
primeiro-marido, e as candidatas ao cargo de primeira-dama são de planetas diferentes: uma nasceu rica e acabou roubando drogas, a outra nasceu pobre e é inteligente – mas fala o que não deve. Nenhuma delas será Eleanor Roosevelt, mas ambas vão assistir a You don’t mess with the zohan, filme em que Adam Sandler interpreta uma combinação de James Bond e Borat. O trailer é hilário, e está aqui (o site está aqui, e aquele vídeo Gay Bar, do SNL, que a Lúcia mostrou no início da matéria, está aqui).

Músicas e locais da semana: 1 – Miss Favela. Música: E vamos lá, com Sérgio Mendes. 2 – Dylan Prime. Música: It could happen to you, com Miles Davis. 3 – Jardim Botânico. Música: The first garden, com Stevie Wonder. 4 – (Boa noite) – Filme: Cortina de fogo. Local: Deli Barney Greengrass. Música: Smoke gets in your eyes, com The Platters.

Fórum da semana: O Brasil quer, deve e pode rodar a baiana no mundo? A
resposta do Ricardo foi a melhor: “Nem precisa, nem deve. Precisamos de mais vatapá e caruru na barriga e menos golpes de capoeira nas ruas.” E aqui cabe um comentário: no MC da semana passada, o Lucas lembrou muito bem das previsões que o Ricardo fez, há alguns anos, sobre os movimentos econômicos e inflacionários mundiais que vemos hoje. Ter este tipo de percepção não é para qualquer um. Isso prova como o Ricardo tem conhecimento – e é por isso que todos gostam tanto das opiniões dele. E pensar que quando o Manhattan Connection começou, o Ricardo ainda estava na faculdade no Brasil e nem imaginava que hoje seria um querido e respeitado participante do programa em NYC…

Bônus da semana: Ai, ai, ai, ai, é o canto do pregoneiro, que com sua harmonia traz alegria in south american way!

Aviso: a área de vídeos e reportagens do Fã-clube do Manhattan Connection
foi atualizada com o seguinte material: entrevistas de Diogo Mainardi para a revista Playboy e para o Instituto Milênio, e 4 matérias de Lúcia Guimarães:
-South Park
-A ansiedade de exposição
-O teto de vidro blindado
-Bye, bye, USA

Veja no link Vídeos/Reportagens na página inicial do fã-clube.

Quer receber um aviso sempre que o fã-clube do Manhattan Connection e o blog forem atualizados? Então envie um e-mail em branco para
manhattanconnection@terra.com.br – assim você será cadastrado(a) na lista de avisos :-)

7 Respostas to “54o. post – MC de 15 de junho de 2008”

  1. Filipe Guilherme :-) às 21:25 #

    O ponto alto do programa foi o debate “acalourado” entre o Diogo e o Ricardo, será que nesse fim de semana, vamos ter minutos a mais para a Lucia falar sobre o Paulo Szot, não seria uma má idéia se ele retornasse o programa, agora com o prêmio na mão!
    Comecei a leitura do livro “Brasil Globalizado” recomendado no programa passado, simplesmente espetacular o livro! na sua forma de argumentação e apresentação dos fatos. Reforço a dica dele!
    Abraço

  2. Renata :-) às 21:53 #

    Oi Marcos

    Não consegui assistir o programa todo ontem, só o primeiro bloco. Vou tentar novamente hoje.

    Só discordo do seu momento styling: a gravata do Ricardo foi a pior escolha do figurino. Chamava atenção demais, acho que ele escorregou esta semana, porém nada que ofuscasse seus comentários inteligentes e sua clarevidência econômica.

    Abraços e boa semana,

  3. Marcos :-) às 9:43 #

    Oi Renata, eu achei a gravata legal porque ficou bem no Ricardo, que é um cara alto e bonito. É o tipo de gravata que não é para qualquer um! Por isso, pelo fato de ele conseguir “segurar” muito bem uma gravata assim, é que ela ficou bonita. Mas cada um tem a sua opinião… hehehe…

    Filipe, também aposto que o Paulo Szot retorna logo ao MC!

    Marcos

  4. Ro :-) às 15:07 #

    Sim, também me pareceu que o momento acalorado do Diogo com o Ricardo foi o ponto alto do programa, com a gravata do Ricardo fazendo um show a parte… Tenho lido algumas declarações bem condundentes do Obama a respeito da guerra contra o terrorismo, ops, Osama. Espero mudanças.
    MC, o que tens contra as camisas azuis do Diogo?! Ele fica tão bonitinho.

  5. Marcos :-) às 17:49 #

    O Diogo é um cara bonito, vai ficar bem com qualquer cor… por isso mesmo ele deveria mudar de vez em quando, pois só o mesmo azul clarinho todas as semanas cansa!

  6. Renata :-) às 22:31 #

    Ficou claro um certo mal estar no ar pelo calor do momento, mas isso é uma das coisas que faz o programa ser único. Cada um defende suas opiniões, de pontos de vista totalmente diferentes e ninguém cede ao consenso.

    Queremos mais 15 anos de MC!

    Beijos a todos.

  7. Marcos :-) às 9:15 #

    Eu nem achei que ficou um “mal estar” no ar. Apenas ocorreu uma discordância, apenas isso… nada parecido com as discussões que o Francis tinha com o Caio, por exemplo. Justamente o que é legal no MC é que as coisas não são levadas para o lado pessoal. Uma pessoa pode discordar veementemente da outra em um assunto, e concordar no próximo, sem implicâncias… e isso requer muita maturidade.

    Marcos

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