67o. post – MC de 5 de outubro de 2008

6 out

 
Ao vivo (e com problemas no som), a Conexão que não está nua começa falando sobre as eleições municipais no nosso periférico Brasil. Entre caciques perdidos e correspondentes de guerra, a avalanche lulista não aconteceu. A economia ajudou as reeleições e a surpresa foi o Gabeira, o guerrilheiro que não virou quadrilheiro. Em NYC, o salvador da pátria Michael Bloomberg, que não tem o que fazer da vida, quer um terceiro mandato. Quem nos salvará dele depois? O assunto sobre eleições cansou – mas ficou um pouco menos desinteressante com a presença do Sérgio Dávila (blog dele aqui).
 
No segundo bloco, os vice-reis que ganharam a majestade depois que Dick Cheney mostrou ser útil para algo mais do que ir a enterros e posses de presidentes estrangeiros. Sarah não empalindeceu – mas não queremos gente como a gente no poder. Apesar da torcida da Marília Gabriela, a flor delicada e populista foi um tiro no pé do McCain. O vice-presidente nunca mais será secundário, e o debate entre a intraduzível e o tagarela foi assistido por mais de 70 milhões de pessoas. Bem mais interessante foi o debate entre o Diogo, o Sérgio Dávila e os outros manhattans, não?! Assunto chato – mas pelo menos serviu para eu me dar conta e consertar o erro de ortografia no post da semana passada…
 
[pausa para o momento styling: mais uma vez o Lucas estava com a melhor camisa, em um tom cinza-azulado que combinou com a gravata black & white e o terno escuro: uma camisa branca seria muito óbvia e a escolha do pai do Antônio Campos foi acertada. O mesmo não se pode dizer sobre seu colega de bancada: a camisa azul do Caio estava boa, e a gravata, apesar de um tanto larga, também – mas o paletó com ombreiras anos 80 deixou uma imagem muito antiquada e nada lisonjeira. Já a Lúcia desceu ainda mais uma década e foi de look seventies, estilo que geralmente fica ótimo para ela – mas que, se repetido demais, acaba perdendo o efeito. Desta vez, o top riponga com contas não caiu bem e não combinou com os brincos de ar mais sofisticado. Diogo estava com frio e vestiu um pullover escuro sobre a camisa azul. Era o mesmo que ele usou na Itália no final do ano passado – ocasião, aliás, em que cortou o cabelo pela última vez. O Oscar de melhor figurino da semana vai para o Ricardo, que estava majestoso de terno preto, camisa branca e gravata azul-claro super moderna]
 
O terceiro bloco começou animado, com o Lucas cantarolando uma musiquinha sobre o Rei George, que governa por substitutos, está nu e não consegue vender nem carros usados. A nova realeza pertence a King Henry Paulson, que veio domar o bicho do capitalismo americano. Ainda não sabemos se ele será  perdoado ou devorado – mas já podemos contar com as explicações certeiras do Rei Ricardo Amorim, que está sempre (bem) vestido e que veio alegrar os súditos brasileiros com seus insights econômicos e paranormais. Pena que antes de sair de New York ele esqueceu de explicar diferença entre mangás e animes para o Caio Blinder.
 
O quarto bloco foi nepotista – e com razão: o filme Afterschool, de Antônio Campos, parece ser bem interessante. Enquanto ele não chega, você pode baixar o material promocional em PDF com fotos, entrevistas e tudo sobre ele aqui, assistir a trailers, teasers e trechos aqui e ver o que Lucas tem a dizer sobre o filme na coluna Tragédia invisível aqui. E se os críticos ignoram a metáfora do filme, tem gente que quer acabar com a ignorância americana: o noticiário World Focus quer tirar o monopólio da BBC e engajar o público internauta. Vai dar traço, e o melhor será assistir ao filme The Duchess (trailer aqui, site aqui), que tem uma trama majestosa de sexo e rebelião política entre os ancestrais de Lady Di no século XVII. Depois dos comentários cinematográficos, uma notícia triste: Lúcia Guimarães vai trocar o MC pelo Saia Justa. Difícil imaginar o Manhattan Connection assim… Ela vai dar o toque de inteligência e cultura que o Saia está precisando há tanto tempo e vai ganhar mais que a Maitê Proença – mas será que não dava para conciliar o trabalho nos dois programas? Vai fazer muita falta, pois o bloco final sempre foi o melhor do MC. Como despedida do fã-clube, fica a música Time of your life, da banda Green Day. Além de ser uma das canções mais bonitas da música popular americana, é a que foi usada no episódio especial de despedida de Seinfeld, lembram?
 
 
Fórum da semana e Músicas e locais da semana: não foi só a Lúcia que saiu do Manhattan – a pessoa que faz a atualização do site do GNT também foi dar uma volta e não colocou as informações desta semana no ar :-|
 
Bônus da semana: o resumo de tudo que aconteceu no primeiro episódio de True Blood, novo seriado de Alan Ball na HBO, sobre o relacionamento entre um vampiro e uma garçonete que, como o Ricardo Amorim, consegue ler pensamentos. Eu estou baixando os episódios todas as semanas – já está no 5º – e estou gostando. O tema é bizarro e a produção não se compara a Six Feet Under, mas só por ser o novo trabalho do Alan Ball já vale uma olhadinha. Assista ao clipe abaixo e veja se o seu sangue ferve por Bill e Sookie (ou pelo Jason…).
 
 
 
 

7 Respostas to “67o. post – MC de 5 de outubro de 2008”

  1. Gerana Damulakis :-) às 12:28 #

    O programa ficou bem melhor ao enfocar as nossas eleições. Como eu disse em outro comentário, havia muito para debater e debateram exatamente o que apontei sobre as capitais mais relevantes: São Paulo, Rio, Salvador, Belo horizonte, Recife, Porto Alegre.
    Marcos: não concordo com a frase que diz que o Saia justa precisa da cultura da Lúcia. Lá estão a Márcia e a própria Mônica, uma filósofa e uma jornalista, ambas de peso. E a Bete, que é inteligente e se coloca sempre com muita propriedade.

  2. Marcos :-) às 13:34 #

    Oi Gerana,

    Você ten visto o Saia Justa ultimamente? Eu quase não vejo, mas estes dias vi um pedaço em que elas falaram sobre o Paul Newman. E a Márcia nem sabia quem ele era!!! Isso é ser culta? A Márcia é muito querida, simpática, conhece sobre livros e sobre filosofia. Mas é só. A Lúcia sabe muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais do que ela em muitos assuntos. E bem mais do que a Monica também. Da Maitê, nem se fala – ela é bonita, e só. Uma pessoa que acha que síndrome de down é doença realmente não pode ser chamada de culta. A Betty é ótima. É de longe a mais culta, vivida, observadora e inteligente do programa. Porém, não gosto da mania que ela tem de fazer piada a escrachar com tudo. Muitas vezes ela poderia falar coisas interessantes mas não o faz para não perder a piada. Quem sabe a Lúcia consiga elevar o nível do programa.

    Marcos

  3. Renata :-) às 13:57 #

    Concordo com o Marcos, a Lucia vai trazer muita cultura ao Saia Justa, que atualmente nem se compara à formação anterior com Fernanda Young e Rita Lee como pesos pesados. Gosto muito da Monica, mas seu forte é a política. Acho o conhecimento da Lucia mais abrangente.

    Sinto mesmo sua saída do MC…

    Abraços a todos,

    Renata

  4. Gerana Damulakis :-) às 15:32 #

    A Márcia sabia quem era o Paul Newman, ela não sabia que ele havia morrido. Gosto muito do enfoque que a Márcia acrescenta aos temas, sempre pela via da filosofia, o que não é usual neste país pouco pensante.A única ressalva que faço ao comportamento da Betty é a mania de falar as palavras em inglês, quando temos as mesmas palavras em português; por vezes, fica pedante, por vezes fica ridículo, típtico de quem é da colônia e não da Metrópole! Mas, é a vaidade, que fazer? Não discuto a cultura da Lúcia, mas a figura dela é extremamente antipática. Você sabe a razão da saída do MC? Seria por causa do Diogo? Ele não desejou sorte, você reparou? O Ricardo chegou a gritar: “Sorte, Lúcia”. Televisão requer carisma também (além de demais requisitos) e Lúcia não tem carisma, a voz carrega num tom agressivo, como quem se acha dona da verdade; ela é radical (a pessoa que tem uma bagagem cultural sólida alcança a imparcialidade nas suas impressões e pareceres). Eu disse que não iria discutir a cultura da Lúcia, mas agora me ocorreu o seguinte:ela é culta ou é muito bem informada? Enfim, é uma pena, creio que deixarei de assistir o programa Saia Justa, a não ser que ela só apareça em um bloco, tal como era no MC.

  5. Marcos :-) às 15:46 #

    Gerana, bem informados somos nós. A Lúcia é super culta mesmo! Ela tem um conhecimento profundo das artes e da cultura erudita e popular. Eu tenho uma imagem dela contrária à sua, pois a acho simpática e carismática. Mas enfim, não se pode agradar a todos, né?! Vamos ver como ela vai se sair no Saia (desculpe o trocadilho… hehehe).

  6. Gerana Damulakis :-) às 17:27 #

    É isto mesmo, aquela história dos gregos e troianos. Para mim, ela é troiana, obviamente e haja vista meu sobrenome.Helena, seguramente, ela não é.

  7. Marcos :-) às 20:18 #

    Pois é. O negócio é esperar até o ano que vem para ver o que vai sair disto…

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