68o. post – MC de 12 de outubro de 2008

13 out

A Família Trapo Connection começa com a convidada Patrícia Campos Mello, correspondente do Estadão em Washington e autora do blog Histórias Globais. Patrícia não é tola nem mentirosa, mas também não sabe para onde a economia está indo. Chamem o coreano e o Berlusconi: o crash é mais sério do que em 1929 – mas a crise não é mundial, e sim nos países desenvolvidos. Ricardo Amorim deu boas explicações sobre economia, e assim como o Financial Times, apostou no Brasil. E Diogo mencionou a coluna de Lucas Mendes sobre o mercado imobiliário. A conversa foi bem interessante e informativa – quem assistiu, gostou. 

No segundo bloco, vale tudo no circuito da lama. McCain quer reverter as perdas, e o quadro está negro. Entre planos absurdos e promessas de mundos e fundos, assassinar o caráter de Obama é desespero, e está faltando um toque de Roosevelt. McCain, que é um homem convicto sem convicções, só teria salvação se fosse mais realista – it´s the economy, stupid. Na seção jabá, Lucas mostra o livro Torcedor, e Caio mostra um livro da Jovem Pan. O site do livro Torcedor, com vídeos, trechos e fotos, está aqui. O livro da Jovem Pan eu não consegui achar – mas os podcasts do Caio para a rádio estão aqui.

A Conexão segue com Bill Maher, devoto do politicamente incorreto e sumo sacerdote da blasfêmia. Cristão até os 13 anos e eleitor de Bob Dole, Maher mira no alvo fácil da religião, e seu documentário Religulous é assistido por corajosos e covardes. Veja o site de Maher aqui, o site do documentário aqui, e o trailer aqui. E enquanto o cearense Le Clézio ganha o prêmio Nobel, Caio Blinder aprende a falar islandês.

No último bloco, a presença da convidada Fernanda Santos, primeira brasileira no The New York Times e colaboradora do blog City Room. Mesmo mais valorizada, Caio fez a pergunta de 1 milhão de dólares, e Patrícia respondeu contando que chegou aos EUA em 1998, que casou por amor e que teve a sorte de ter seu talento e trabalho duro reconhecidos. A seguir, Fernanda e os manhattans analisaram as mulheres imigrantes nos Estados Unidos. Elas são feras em uma terra de oportunidades, têm mais pique e vão à luta para enfrentar o machismo e o racismo e transformar habilidades em empreendedorismo. A baiana arretada é simpática e sua participação foi ótima. Será que ela volta?

Fórum da semana: o Brasil vai sair ileso desta crise econômica? Diogo acha que não, e Caio e Ricardo disseram “relativamente”. Lucas não foi telegráfico, mas foi compreensivo e respondeu: “O Financial Times está certo. Se tivesse dinheiro, estaria transferindo meus dólares para o Brasil. Aqui vai ser mais fundo, doloroso e demorado.”

Músicas e locais da semana: 1 – Children´s Museum of Manhattan. Música: I´m a believer, com The Sippy Cups. 2 – Livro Torcedor. Música: Mané João, com Virgínia Rosa. 3 – The New York Times Building. Música: Most of the time, com Bob Dylan. 4 – (Boa noite) – Filme: O melhor amigo da noiva. Local: The Metropolitan Museum of Art. Música: Love song, com Sara Bareilles.

Bônus da semana: direto do túnel do tempo, um trecho da verdadeira Família Trapo, com Ronald Golias, Jô Soares e Renata Fronzi.

AVISO: a página inicial do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada, com novos textos sobre o programa e seus apresentadores (inclusive com o nova ocupação do Ricardo Amorim, para quem está curioso…). Além disso, a área de mídia foi atualizada com vários novos itens:
– Trecho da palestra “Cenários mundiais e o impacto no Brasil”, de Ricardo
Amorim
– Participação de Diogo Costa no Manhattan Connection
– Participação de Tania Menai no Manhattan Connection
– Entrevista de Diogo Mainardi ao programa Opinião Livre
– Entrevista de Caio Blinder à revista Go Where
– Juca Kfouri entrevistando Nelson Motta
– Blog do Gerald Thomas

2 Respostas to “68o. post – MC de 12 de outubro de 2008”

  1. Gerana Damulakis :-) às 22:12 #

    Causa-me tanta estranheza ouvir o Lucas falar dos EUA dizendo “nós”. Ele é naturalizado? Deixou de ser mineiro?
    Estou gostando do Ricardo junto do Diogo. Ficaram bem integrados.
    Deu para sentir na voz do Lucas certo desdém pela pátria nossa ao perguntar para o Ricardo se este já havia perdido muito dinheiro no Brasil nestas duas semanas que está morando aqui. Ricardo disse que confia na nossa economia. E ao ser novamente indagado respondeu usando a palavra “definitivamente”. Ricardo brilhou.

  2. Marcos :-) às 8:18 #

    O Ricardo, sempre simpático e otimista, certamente fez um bom negócio se trocou os EUA pelo Brasil. Ele sabe o que faz. O Lucas, que vai ser mineiro para sempre, tem perdido mais dinheiro do que ele… heheeh.

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