71o. post – MC de 2 de novembro de 2008

3 nov

A Conexão Cor-de-Rosa começa falando sobre as histórias desta eleição histórica que vai entrar para a história como a eleição comentada por mais tempo pelo Manhattan Connection e como a responsável por fazer Mônica Waldvogel vestir uma roupa de morcego. Assim como todos nós, a jornalista ainda não entendeu como funciona o sistema de colégios eleitorais. Caio tentou explicar de lá, o Ricardo resumiu sozinho daqui. Mas ninguém entendeu nada, e só sabemos que até Fidel Castro e Ahmadinejad estão torcendo pelo Obama – que tem menos votos do que teria a Hillary mas que vai chegar à Casa Branca de landslide graças a uma campanha rica que foi empobrecida pela crise financeira e virou um referendo contra Bush.

 No segundo bloco e no escurinho da votação, McCain ainda espera ganhar a eleição contando com o efeito Bradley e os votos das tias da mulher do Caio Blinder. Mas se nem Tom Bradley foi vítima do efeito Bradley, a raça serviu de escudo para o mulato Obama – que terá uma vitória tão revolucionária quanto a de Kennedy nos anos 60. Como no primeiro bloco, a conversa fluiu animada, com uma boa conclusão do Ricardo sobre o papel do racismo e colocações interessantes da Mônica sobre as mudanças na sociedade americana. E o Lucas resumiu tudo isso na sua coluna de hoje para a BBC – dê uma olhada  em Déjà vu, jamais vu.

A seguir, Al Franken, o humorista levado a sério que quer ser senador. Ele é um mau judeu – mas foi endossado pelo partidão em função do momento histórico de crise econômica, e quem ri primeiro ri melhor (o humor, aliás, é uma qualidade muito presente em Sarah Palin, em Joe Biden e no Macaco Simão). Diogo torce pela oposição ao presidente. Mônica concorda – mas Ricardo discorda e faz o momento jabá da semana mostrando o livro O novo paradigma para os mercados financeiros, de George Soros. Brasil na imprensa: deu no New York Times: a vitória de Marilson Gomes dos Santos em The men’s race, mile-by-mile e os imigrantes brasileiros no Japão em An enclave of Brazilians is testing insular Japan.
 
No bloco final, o mundo está deslumbrado e deve eleger Obama para transformar os EUA na ONU e para restaurar o prestígio do país e as alianças quebradas por George Bush. O havaiano conta também com o apoio da The Economist, que publicou o editorial It’s time – America should take a chance and make Barack Obama the next leader of the free world. Esta década não é americana, e a guerra civil do Iraque chegou à bancada do programa, onde o resultado foi 90% anti-Bush e 10% pró-Obama e a Mônica bateu no Diogo. A presença da Mônica, aliás, deu uma ótima dinâmica a esta edição que não teve nem matéria cultural e que foi totalmente dedicada a um assunto que de tão batido já ficou mais chato que uma música do James Blunt – é legal para ouvir algumas vezes, mas não para repetir sem parar…  
 
Momento ManhaTIE Connection: o Lucas andou comprando umas ótimas gravatas novas e modernas em Ceilândia. Primeiro foi uma bordô, depois uma marrom, e esta semana uma cinza muito elegante com estampa geométrica. A gravata do Caio, em um tom de azul, também era bonita e estampadinha – mas um pouco larguinha demais. Já a do Ricardo, também azul mas com listras amarelas, estava na medida certa, e de todas foi a que melhor combinou com o conjunto paletó + camisa. Pódio da semana: medalha de bronze para o Caio, de prata para o Lucas e de ouro para o Ricardo.
 
Fórum da semana e Vinhetas da semana: infelizmente estas informações não foram disponibilizadas pelo GNT :-|
 
Bônus da semana: não sei por que o Lucas usou o termo cor-de-rosa neste programa – será que foi por causa da presença da Mônica? De qualquer modo, foi um bom mote para o bônus: um episódio completo da série de desenhos animados da Pantera Cor-de-Rosa. Fique aqui no blog por mais cinco minutos e assista a “O carro da Pantera” clicando no vídeo abaixo.
 
 
AVISO: a área de mídia da página inicial do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com um link de entrada para o blog da Lúcia Guimarães.

2 Respostas to “71o. post – MC de 2 de novembro de 2008”

  1. Renata :-) às 12:29 #

    O Diogo disse que se o EUA retirar as tropas o Iraque vai encarar uma guerra civil, mas em termos de guerra, de baixas, o que acontece por lá é o que?? É uma guerra encobrindo outra.

    E mais: concordo com a retirada e com o argumento do Ricardo de que, ao sustentar esta invasão, o governo Bush só ajudou a cavar ainda mais fundo o buraco desta crise.

    Em tempo: o Ricardo no RJ sozinho nao combina. Nem o Diogo em Manhattan. Sem contar que ao lado dos outros o Diogo se inflama na discussão e ontem o Ricardo quase nem participou. Mas quando o fez, concluiu bem a discussão sobre racismo.

    Acredito na vitória do Obama, mas num cenário totalmente novo e tumultuado como este, tudo é possível.

    Abraços a todos!!

  2. Marcos :-) às 12:36 #

    Concordo com tudo que você falou, Renata. O Diogo na bancada com eles fica meio ranzinza demais… No Brasil ele fica mais light. E o Ricardo falou pouco, mas disse tudo – incrível como ele sempre acerta em suas opiniões.

    Marcos

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