72o. post – MC de 9 de novembro de 2008

10 nov
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Sai o texano e entra o bronzeado, e a Quo Vadis Connection convida o amigo Petrus Bial para falar sobre o novo inquilino da Casa Branca que não sorriu no discurso de vitória e quer ser a figura paterna da América. Descontando o terrorismo eleitoral, Obama reflete uma mudança que já ocorreu entre os political junkies de Kennedy e os financial junkies de Reagan. Para saber o que pensam os nossos manhattans, leia as colunas que Caio e Lucas publicaram em 5 de novembro, dia seguinte às eleições americanas: a do Caio é a Presidente Obama, talvez ele possa, e a do Lucas é a Barack Aladim Obama. O Caio também fez o podcast Barack Obama vence John McCain de lavada. E o Diogo só se pronunciou no dia 6, com o podcast Barack Obama ganhou. Eu perdi, e neste final de semana com a coluna Saudade de Barney e Miss Beazley. No retrato em preto-e-branco, os Estados Unidos está dividido – mas não vai faltar água na Casa Branca.
 
No segundo bloco, yes he can! Bush manda abacaxis para Obama via Sedex – o negão quer reformar a saúde, mas a economia está doente. De quem ele vai cuidar primeiro? Sem brincar com o populismo, ele só conversou com o México, e vai ter que cobrar ajuda dos europeus para fechar os buracos da política oportunista. Enquanto a comparação com Bush favorece o novo presidente, os Estados Unidos pisa na jaca e o jornal mineiro O Tangará faz a abolição da concordância.
 
A seguir, o futuro do partido republicano, que está em crise existencial e precisa voltar a ter idéias. Entre mortos e feridos, quem deu o maior vexame foi Sarah Palin. Mas ela bate um bolão, e Diogo quer levá-la para um iglu para observar a Rússia pela janela e procurar um estado onde o casamento gay seja legalizado, para que Caio Blinder e Pedro Bial possam oficializar sua união. O clima estava romântico, mas o que mais chamou a atenção foi o VT no início do bloco: alguém conseguiu  diferenciar a Sarah Palin da Tina Fey?
 
Em um programa mais uma vez dominado pela política, a melhor surpresa foi ver um ângulo diferente de câmera, que mostrava o estúdio de cima e com uma luz amarelada. Mas pelo menos o último bloco foi mais light: nele, os manhattans recebem a convidada Isabella Nicolas, que teve tempo e dinheiro para realizar os documentários Senhores do vento e A história do cinema brasileiro no século XX. A documentarista traçou um panorama telegráfico – mas compreensivo – do cinema tupiniquim: ele depende do governo, e só dava lucro entre 1907 e 1912 , quando era teatro. Depois veio a ditadura, e o cinema se tornou tão alegórico que não se comunicava mais com o público. Nos anos 70 o Cinema Novo mostrava o Brasil real – e até hoje quem não é pobre nem nordestino não encontra a realidade urbana nas telas (a não ser pelos brasileiros que vão à praia para curtir a areia).
 
Momento ManhaTIE Connection: a gravata do Caio, vermelha com listrinhas claras, combinou com o paletó – mas não muito com a camisa. Já a do Lucas, azul clara, era novinha e combinou com tudo – mas perdeu para a do Ricardo, que demorou para aparecer, mas que quando entrou roubou a cena com uma gravata azul de branca de listras largas que fez um conjunto perfeito com o paletó e a camisa. Pódio da semana: medalha de bronze para o Caio, de prata para o Lucas e de ouro para o Ricardo.
 
Fórum da semana: qual a maior virtude e o maior defeito que Obama leva para a Casa Branca? A resposta do Diogo não estava no fórum, e as três restantes foram bem coerentes. Para o Ricardo, a maior virtude é a esperança, e o maior defeito é o excesso de esperança. Já o Caio disse que a maior virtude de Obama é restaurar a autoridade moral da presidência, e o maior defeito são as altas expectativas. Lucas foi no mesmo caminho e respondeu: “O que ele leva de pior são as expectativas irreais. De melhor é a intenção de cair na real.”
 
Vinhetas da semana: 1 – Exposição 2.55 – Chanel Mobile Art, no Central Park. Música: For the love of money, com The O´Jays. 2 – TKTS. Música: Can´t take my eyes off of you, com John Lloyd. 3 – Seqüência do documentário Senhores do Vento, de Isabella Nicolas. 4 – (Boa noite) – Filme: O melhor amigo da noiva. Local: Grace Church. Música: You give me something, com James Morrison.
 
Bônus da semana: para fazer uma homenagem ao cinema brasileiro do século passado, encontrei no YouTube a antológica cena de Carmen Miranda cantando “O que é que a baiana tem?” no filme Banana da Terra, de 1939. Uma curiosidade: este foi o primeiro filme em que Carmen aparece caracterizada de baiana, sem nunca imaginar que esta seria a imagem que a acompanharia para o resto de sua vida e a faria a estrela mais bem paga do cinema mundial.
 
 

6 Respostas to “72o. post – MC de 9 de novembro de 2008”

  1. Gerana Damulakis :-) às 22:32 #

    Ainda bem que acabou, já estou farta do debate em torno das eleições dos EUA. Por mais que seja importante, tudo tem limite. Pedro Bial disse bem: o Obama é apenas um símbolo, lembra de ter escutado isto Marcos? O que pode ser efetivamente real? Será que o próximo programa saberá falar de outro assunto?

  2. Marcos :-) às 7:15 #

    Não lembro que o Bial falou isto, mas está certo. Agora chega de eleições no Manhattan né? Parece que não acontece mais nada no mundo… Estou com saudades das “sacações” do Caio… hehehe

  3. Rejane :-) às 1:52 #

    Gosto do Pedro Bial e às vezes não gosto. Ele tem muita cultura mas me pareceu que neste domingo estava mais preocupado em concordar com as opiniões de Diogo. Amei o Caio, direto e torcedor do Obama e do Partido Democrata dos USA.

  4. renata siqueira :-) às 12:27 #

    Discordo no ponto em que diz que o Bial só concordou com o Diogo. Na verdade ele ponderou, já que o Diogo não aceita ser contrariado.
    Dei muita risada com o Lucas falando pro Ricardo que ele as vezes fala dos EUA no plural e as vezes no singular.

  5. Renata :-) às 23:06 #

    Puxa, que pena, perdi a Bial Connection. Gostava muito dele, mas depois que ele passou a apresentar o BBB caiu no meu conceito.

    Será que a idéia é ter um visitante diferente a cada programa ou eles estao testando potenciais candidatos à vaga da Lucia?

    Abraços a todos

  6. Marcos :-) às 7:48 #

    Eu não vejo BBB, mas pelo pouco que sei me parece ser um programa sem conteúdo mesmo. Mas não tenho nada contra o fato de o Bial apresentar… Ele deve ganhar uma montanha de dinheiro para isto. Aposto que qualquer um faria o mesmo. Aliás, o próprio Bial brincou com o assunto no Manhattan, dizendo que em janeiro não iria cobrir a posse do Obama pois estaria apresentando o BBB, um programa voltado ao “público intelectual”. O Alberto Bial, irmão do Pedro Bial, mora aqui na minha cidade, é técnico de basquete e implantou projetos sociais. Fiz uma entrevista enorme com ele para uma revista, o cara tem uma cabeça ótima. E o Pedro parece ter o mesmo estilo.

    Quanto ao bloco cultural do MC, veremos o que vem por aí… Desde que não chamem uma ex-BBB para apresentar, está bom… hehehehe.

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