74o. post – MC de 23 de novembro de 2008

24 nov

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Quero começar este post falando sobre um fato da semana passada, na qual troquei alguns e-mails com o Lucas a respeito do Pedro Andrade – pois como comentei aqui no blog, achei que os manhattans deixaram o rapaz em uma saia justa na entrevista. Cheguei inclusive a questionar uma possível falta de informação dos integrantes do programa a respeito do entrevistado. Mas o Lucas me respondeu eles estavam bem informados sim, e que o Pedro não se sentiu constrangido com a pergunta sobre mulheres. A discussão se alongou ao ponto de eu acabar falando com o próprio Pedro para perguntar como ele se sentiu de verdade. E a resposta dele foi a seguinte:

Quanto à “tal pergunta”, não fiquei constrangido não. Toda a equipe do Manhattan Connection foi extremamente delicada e atenciosa comigo. Em momento algum me senti alvo de acusações maliciosas ou desconfortável. No entanto, admito que sempre procuro manter minhas entrevistas num nível profissional e evito focalizar em fatos pessoais.

É isso aí. O Lucas estava certo e a saia não foi tão justa quanto parececeu :-)

PS – na semana passada, o Lucas também publicou uma coluna sobre o Pedro, aqui

– – –  * * *  – – –

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Nesta semana, apesar de tudo a Thanksgiving Connection começa agradecendo a Wall Street em geral e a George Bush em particular. Obama-Sem-Drama segue por caminhos perigosos cheios de armadilhas anárquicas enquanto Caio Blinder, o especialista permanente em transições, espera que o trânsito melhore e o engarrafamento para a terra prometida não demore 40 anos. Tamos em crise – mas enquanto os amigos forem mantidos por perto (e os inimigos mais perto ainda) ninguém se importa com a cor do gato que vai caçar o rato – e nem se ele é tão honesto. Nos Estados Unidos, a revista Time publica a matéria The new liberal order, e no Brasil o escravo doméstico Diogo Mainardi, que guarda urânio enriquecido debaixo do colchão, dá uma chicotada nos lobistas que cercam o príncipe mentiroso.

O segundo bloco fala sobre o império do sol poente, que está triste e deprimido – mas pelo menos está na vizinhança certa. Um novo milagre não deve surgir do pessimismo estrutural, e a decadência veio para ficar. O que o analista disse para o japonês que perdeu uma década? Só quem sabe é a babá classe média dos filhos do Diogo Mainardi, que memorizou até os números das medidas provisórias que o governo usou para aumentar os próprios salários. A responsabilidade fiscal está lá na terra do saquê – a bebida que o nosso presidente Lula deve ter ingerido antes de escrever o artigo Building on the B in BRIC para a revista The Economist.

No terceiro bloco, mais um príncipe na Conexão: Maquiavel, ou  Niccolo Machiavelli, um intelectual que adorava controvérsias e que viveu em uma época fantástica para a humanidade. Lucas perguntou e respondeu, e Diogo deu uma aula de folclore político sobre o funcionário público que morreu com as galinhas. No momento jabá, a indicação é o livro Fotografia de palco, de Lenise Pinheiro (veja o blog dela aqui).

A seguir os manhattans recebem a convidada Irene Ravache. Como ninguém leu o press release, só sabemos que a personagem de Irene foi trocada pela Giulia Gam – e que foi o que bastou para que ela fosse indicada ao Emmy Internacional e ganhasse um Eme do Manhattan. Caio lembrou da Neide da novela Beto Rockfeller, Lucas indicou Slumdog Millionaire, o novo filme de Danny Boyle (site oficial aqui, trailer aqui), e Irene falou sobre a foto de Bill Clinton com a jovem e confiante Lady Hillary Macbeth – e também sobre a Angélica (que ela não sabia que era loira – mas isso só porque ela nunca  acessou o fã-clube, que tem fotos e vídeos da Angélica que você, ao contrário da Irene, já deve ter visto).

Momento ManhaTIE Connection: as gravatas do Lucas e do Caio eram bem parecidas no modelo e na padronagem, e só a cor era diferente: a do Lucas era cinza, e a do Caio azul. Apesar de ainda um tanto largas demais, as duas eram bonitas – mas a que mais combinou com o resto da roupa foi a do Caio, pois a do Lucas não caiu bem com a camisa azul em tom forte demais (uma camisa branca teria combinado com mais leveza com o paletó e teria dado o destaque perfeito à gravata). Já o patriota Ricardo Amorim escolheu uma gravata super moderna de listras com as cores da bandeira americana. Pódio da semana: medalha de bronze para o Lucas, de prata para o Tigre de New Jersey e de ouro para o Ricardo.

Fórum da semana: vamos sair da fossa do Bush para o paraíso do Obama? Lucas é mais otimista que o Caio, e diz que “vamos chegar lá depois de dez anos no deserto.” Já o Diogo e o Ricardo são mais proféticos, e responderam respectivamente: “Ele é a praga do gafanhoto”, e “Nem Deus tira os Estados Unidos rápido da fossa do Bush.”

Vinhetas da semana: 1 – Lady M Confections. Música: Our delight, com James Moody & Hank Jones Quartet. 2 – Ponte Robert Kennedy Jr. Música: (Sittin´on) The dock of the bay, com Otis Redding. 3 – Livro Fotografia de palco, de Lenise Pinheiro. Música: Some enchanted evening, com Sonny Rollins. 4 – (Boa noite) – Filme: Nu em Nova York. Local: Astor Place. Música: U r the best thing, com D:Ream.

Bônus da semana: todo mundo sabe que o Manhattan Connection é o melhor programa da TV brasileira – mas o segundo melhor é o engraçadíssimo Irritando Fernanda Young. E não é que a Irene Ravache já esteve nos dois? Neste bônus especial, curta a participação completa da atriz no Irritando FY:

PARTE 1

PARTE 2

PARTE 3

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

2 Respostas to “74o. post – MC de 23 de novembro de 2008”

  1. claudia :-) às 12:53 #

    Ufa. Estou mais aliviada agora.
    Ler que Ricardo e Diogo estão pessimistas qto aos EUA me deixa tranquila, pois eles só erram.
    Ricardo errou no dolar e DM nas eleições.

    Vou ver se dá pra assistir MC hoje, pois tem passado filmes ótimos no mesmo horário e….

  2. Marcos :-) às 12:57 #

    Cláudia, sempre que o Ricardo disse que o dolár ia subir ou cair ele acertou sim! E ele sempre dizia se ia ser a longo ou curto prazo. Talvez você não tenha entendido o prazo. Mas ele sempre acertou sim, pelo menos que eu me lembre. No que você acha que o Ricardo errou?

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