77o. post – MC de 14 de dezembro de 2008

15 dez

 cachorro-cristal

Depois do gongo, os pesos-pesados da Conexão começaram falando sobre a
lama – que se fosse commodity negociada na bolsa de valores poderia resolver a crise americana. O estado de Illinois está em estado de choque com o governador Rod Blagojevich, que tem um nome impronunciável, um penteado suspeito e virou verbo. Falta criatividade em Chicago desde 1927, e Obama, que floresceu na lama, não vai salvar o mundo – mas Blago teria o maior sucesso no Brasil. A História dá voltas, os titãs de Wall Street deixam de ganhar 95% de sua remuneração e Caio Blinder, que não vota em Caroline Kennedy, fala sobre o novo Al Capone na coluna Obama e o mar de lama de Chicago.

A seguir, Rupert Murdoch e o cemitério da imprensa estão no livro The man
who owns the news – inside the secret world of Rupert Murdoch, de Michael
Wolff (leia um trecho aqui). Entre más notícias sobre os donos das notícias,
Murdoch é o salva-vidas na tempestade perfeita. O The Wall Street Journal
(em inglês aqui, em português aqui) é lido pelo Caio todos os dias, agüentou o tranco, melhorou e quer desbancar o The New York Times – que não deveria ter construído aquele maldito prédio. A independência econômica garante a liberdade e ainda não há um modelo comercial para que a internet derrube a imprensa – mas o que já está barato vai ficar mais barato ainda. E no momento jabá nº 1, Lucas indica o livro O amor em tempos de desamor e o enigma: o Brasil tem jeito?

No terceiro bloco, George W. Bush fez o Ibope dos Estados Unidos despencar, mas a cultura pop americana invade o mundo com filmes e séries policiais – que são mais populares na França porque depois das 11 da noite ninguém mais quer ver franceses discutindo na TV. Na terra de Maomé não se pode consumir, Homer Simpson virou Omar e o Big Brother perdeu a graça por culpa da política externa. Enquanto isso, o cidadão do mundo Caio Blinder não consegue terminar uma frase, e o Capitão América Barack Hussein Obama quer conquistar popularidade com soft power.

O programa desta semana termina com uma discussão sobre o filme Frost/Nixon, que supostamente conta a história da famosa entrevista do apresentador peso-pesado David Frost, que queria ser levado a sério, com Richard Nixon, que queria levar uma grana. Sempre vejo os filmes comentados no MC – mas este não será um deles. Afinal, não vou perder tempo assistindo a mais uma obra de Ron Howard, um cineasta anti-ético e sem escrúpulos que inventa coisas absurdas e as apresenta como verdades em seus filmes. Muito mais interessante é assistir a trechos de entrevistas verdadeiras de David Frost clicando no link Media em seu site aqui, ou ler o livro que o Lucas indicou no momento jabá nº 2: O rei do cinema – a extraordinária história de Luiz Severiano Ribeiro, o homem que multiplicava e dividia, de Toninho Vaz.

Alguém mais teve problemas com o som nesta edição do MC? Em vários
trechos o chiado era tão forte que nem dava para ouvir o que os manhattans falaram. Espero que o mesmo não aconteça nas reprises…

Momento ManhaTIE Connection: a gravata preta com bolinhas brancas do Caio caiu muitíssimo bem com a camisa clara e o paletó escuro – pena que era um pouco larga demais e estava meio torta. Já a do Lucas, estampada em vários tons de marrom, estava retinha e fez uma combinação perfeita com a camisa azul e o paletó marrom mais causal. Na Al Jazeera do balneário, a gravata em tons de vermelho com listras pretas do Ricardo ficou pesada demais para o paletó cinza, que enfraqueceu o conjunto (uma gravata assim tão imponente fica bem melhor com um paletó preto). Pódio da semana: medalha de bronze para o Ricardo, de prata para o Caio e de ouro para o Lucas.

Fórum da semana & Vinhetas da semana: informações não disponibilizadas pelo GNT :-|

Bônus da semana: como a palavra mais usada nesta edição do MC foi
“orgasmos”, ao longo do programa lembrei várias vezes daquela famosa cena do filme When Harry met Sally, em que a personagem de Meg Ryan finge um orgasmo no meio de um restaurante. “I´ll have what she´s having…

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

Uma resposta to “77o. post – MC de 14 de dezembro de 2008”

  1. claudia :-) às 13:19 #

    Adorei o programa. Vi ontem pq domingo teve filme bom.
    Lama pra todos os lados. Semana que vem eles falam do mar de lama que é ver alguns do exército e pessoas “solidárias” levando o que SC arrecadou pra casa…deles, claro.

    O ex-fofo Diogo Mainardi, hoje, deve ser o cara mais odiado dentro da revista Veja por não querer baixar o valor do seu salário em troca de evitar demissões de colega. É isso aí DM. Cada um com seu problema. Não mexam no meu salário a não ser que seja para aumentá-lo.
    Agora, dar a vida pelo Lucas pareceu coisa de São Paulino.

    Pra variar – e adorando – cortaram o Caio de todas as formas.Desde que ele disse ser fâ dos Sopranos fiquei com medo dele. Êita série sanguinária.

    Aos 4: parem de falar mal do CSI. Vcs estão querendo ser Gilbert “Gil” Grissom. E o sangue que aparece na série é menos chocante que dos Sopranos.

    Agora… meus olhos brilharam ao ver aquela caixinha redondinha pequena e cravejada de cristais. EU QUERO DE PRESENTE DE NATAL!

    PS* se o DM ainda estivesse gordinho pediria pra ele, já que era o Papai Noel da conexão. ;0)

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