81o. post – MC de 11 de janeiro de 2009

12 jan

hoteis-manhattan-connection

No primeiro bloco os regulares da Apocalypse Now Connection tentam ver a luz no fim do túnel do oriente médio. Em meio a explosões e oportunidades diplomáticas, não há interlocução e falta gente visionária. Ghandi seria demais – mas Nelson Mandela já estaria bom. A nota do PT é uma vergonha (mas há alguma coisa que o PT faça que não seja vergonhosa?) e Diogo Mainardi diz que a solução é uma intervenção militar internacional. Lucas Mendes compara a segurança em Israel com a carnificina no Brasil, e a discussão foi inflamada – e ótima. Fazia tempo que não havia polêmica assim entre os manhattans… Deu saudades da época do Paulo Francis. Enquanto isso, Caio continua cobrindo a guerra em Gaza em sua coluna diária.

A seguir, ao prever o colapso Ricardo Amorim era taxado de antiamericano – mas ele estava certo como Nouriel Roubini. O Dr. Fim do Mundo é um cigano poliglota deprimente – mas não é pessimista por natureza e seu relógio acerta mais do que duas vezes por dia. O profeta confia na economia global e no descolamento, e temos que escutá-lo. Lula não cai e Veneza não vai afundar – e a economia é cíclica e em tons de cinza. Para ver uma lista compreensiva de artigos de Roubini, clique aqui. Para ler a coluna de Lucas Mendes sobre o economista, clique no título: Dr. Fim do Mundo: Eu avisei.

No terceiro bloco, a tragédia na Broadway: entre mortes naturais e
anunciadas, fecham-se as cortinas para 15 espetáculos. Wall Street precisa
de uma remontagem, e por questão de filosofia o governo americano não ajuda como no Brasil e na Itália. Obama tem um pacote de incentivos do qual todo mundo quer um naco – mas é preciso separar cultura de entretenimento.

No segmento final, os manhattans recebem a visita de Vicente Amorim, que
dirigiu o filme europeu Good – chamado no Brasil de Um homem bom e lançado no final do ano como parte da conspiração para trocar o Natal pelo Hanukkah. Vicente está satisfeito com os resultados do filme e sente orgulho da crítica negativa do The New York Times, Aligning with the nazis, blindfold tightly in place. Good é um projeto de 15 milhões de dólares filmado em Budapeste (que parece mais com Berlim do que a própria Berlim), e apesar do pedaço de madeira pregado atrás dele no estúdio a entrevista com o cineasta foi bem interessante – principalmente a parte sobre investimentos em cinema. Diogo Mainardi também falou de seu filme, Mater dei – do qual só consegui descobrir duas coisas: que foi o primeiro filme brasileiro (e um dos primeiros do mundo) a ser feito em MiniDv, e que a revista Veja o resenhou aqui.

Viram a estreia da Lúcia Guimarães no Saia Justa esta semana? Gostei da matéria sobre a “geração Obama” – que por sinal foi bem mais longa do que as que ela costumava fazer para o Manhattan. Parece que no Saia Justa ela vai ter mais espaço para suas matérias e comentários – o que vai ser ótimo, pois no Manhattan a gente sempre ficava com aquela vontade de ver mais. Eu não acompanho o Saia Justa faz tempo, mas estou propenso a voltar a assistir só para ver a Lúcia. E falando em estreias: esta edição do MC marcou a estreia das matérias de Pedro Andrade. Lucas não poupou elogios ao rapaz, e o chamou de ótimo, bonito e inteligente. E com razão: a vinheta da exposição no MoMA foi bem interessante, e a dos hotéis em NYC foi praticamente uma reportagem completa. Parabéns, Pedro :-)

Momento ManhaTIE Connection: a gravata do Ricardo, amarela com listras
azuis, era bonita e alegre – mas não estava um tanto larguinha demais? A do
Lucas era aquela vermelho-escuro (chique, mas muito repetida), e a do Caio, azul com bolinhas brancas, faz parte da New Jersey Collection e foi a melhor da bancada. Pódio da semana: medalha de bronze para o Lucas, de prata para o Ricardo e de ouro para o Caio.

Fórum da semana: temos algum motivo para otimismo na economia? Diogo
aconselhou: “Nenhuma razão para otimismo. Mas não podemos ficar deprimidos, o que só agrava a recessão.”

Vinhetas da semana: 1 – Exposição Climate change: the threat to life and a new energy future, no American Museum of Natural History. Música: We´ll meet again, com Vera Lynn. 2 – Exposição Pipilotti Rist: pour your body out, no MoMA. Música: It´s been done, com Angela McCluskey. 3 – Hotéis indicados pelo Pedro Andrade: The Plaza Hotel (Música: Rachel loves Sidney, com Donald Harrison Jr.), The Maritime Hotel (Música: Mothers of the night, com Moby) e The Jane Hotel (Música: In my heart, com Moby). 4 – (Boa noite) – Filme: My sassy girl. Local: Wollman Rinck. Música: Feel good about it, com Marching Band.

Bônus da semana: em referência à introdução do Lucas e em homenagem à
conversa cinematográfica do último bloco, a famosa cena do ataque dos
helicópteros em Apocalypse Now:

AVISO: a área de mídia do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada
com vídeos e material sobre Pedro Andrade.

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

7 Respostas to “81o. post – MC de 11 de janeiro de 2009”

  1. Marcos :-) às 22:04 #

    Em primeiro lugar, “inclinação” sexual não existe. O que existe é orientação sexual. E isto não tem nada a ver com carisma, competência ou profissionalismo. Aliás, não tem nada a ver com nada. O Manhattan já teve outros convidados gays, que foram chamados por sua capacidade profissional.

    Dizer que o Pedro é importante para o programa devido a uma característica da vida pessoal dele não tem nada a ver. É o mesmo que dizer que o Lucas criou um bom programa por ser mineiro, que o Ricardo acerta todas as previsões por ter estudado na França, ou que o Diogo é polêmico por ter cabelos pretos…

    Cuidado com rótulos, eles não funcionam e não levam a nada.

    Marcos

  2. Gerana Damulakis :-) às 23:36 #

    Vou entrar nessa para concordar inteiramente com Marcos: rótulos não levam a nada, ou melhor, levam: levam ao preconceito, a criar estereótipos etc. O profissional independente de raça, credo, orientação sexual; depende do talento e da determinação (e alguma sorte também: a presença no momento certo e no lugar certo, os quais não dependem apenas do empenho).

  3. Renata :-) às 20:48 #

    Também gostei do “tempo quente” do primeiro bloco. Deixa o programa mais dinâmico e acaba delineando um pouco mais as opiniões e tendências políticas de cada um.

    Em relaçào às gravatas, a “larguinha” do Ricardo também já foi bem repetidinha hein? Ou ele tem outra muito parecida?

    Beijos a todos

    Renata

  4. Marcos :-) às 21:15 #

    Vendo a reprise na segunda-feira, nem achei a gravata do Ricardo tão larga assim. Foi apenas a primeira impressão… Ele já a usou no programa, mas faz muito tempo que não a usava. Acho que quem mais repete gravatas é o Lucas. Falando nisso, o Caio nunca mais repetiu aquela YSL, né?!

  5. Gerana Damulakis :-) às 0:05 #

    Ricardo está repetindo gravata porque veio para o Brasil crente de que a crise aqui iria ser uma marolinha e agora está caindo na real: resolveu poupar.

  6. Marcos :-) às 0:37 #

    Ah, mas mesmo que o Ricardo não compre mais nenhuma ele já tem “trocentas” gravatas ótimas… hehehehe. A minha preferida é aquela de listras estilo anos 70 que ele usou no programa especial de 15 anos e mais umas duas ou três vezes depois. E a minha preferida do Lucas é aquela que parece uma estampa de tigre de um figurino do Almodóvar. A do Caio acho que é aquela YSL, não sei porque ele não usa mais vezes. Mas eu acho que seria legal eles darem uma mudada no figurino de vez em quando… Este negócio de terno e gravata é muito chato. Desde que o Diogo entrou no programa sem usar gravata, todos deveriam aderir e usar umas roupinhas mais modernas. Afinal eles moram na capital do mundo, opções de boas lojas com boas idéias é o que não deve faltar. Eles até poderiam pedir uma ajuda ao Pedro Andrade – que por sinal estava super bem vestido no porgrama desta semana, não é?

  7. Gerana Damulakis :-) às 10:33 #

    Se é: Pedro Andrade é a personificação do bom gosto, o cara é superclassudo (ortografia nova)! Também acho que deveriam abolir os ternos. Iria colorir mais o programa se houvesse mais descontração na maneira de vestir dos três (Diogo já é descontraído).

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