83o. post – MC de 25 de janeiro de 2009

26 jan

obama-manhattan-connection1

Roosevelt (que estava mais para Chávez) usou os 100 primeiros dias para cavar e tapar buracos e para inaugurar bibocas – e na Conexão da Hora Dançante o calmo e boa-prosa Barack Obama já olha para o relógio para acertar os ponteiros: ele está há mais de 100 horas no poder, a posse foi esquecida e os problemas crescem. Os americanos são viciados em asfalto e em gasolina, e as coisas vão piorar antes de melhorar. Lucas mandou mais um e-mail a Obama sugerindo e adoção da CPMF, e Ricardo e Diogo desceram o cacete no novo presidente. Pelo menos existe audácia, esperança, simbolismo e substância – e o maior indicador positivo, que é o fato de que Bush não está mais . Falando em quem está : Lucas mostrou a matéria Obama´s people com fotos interessantes publicada na The New York Times Magazine, e escreveu a coluna Na taba de Obama.

No segundo bloco, Washington é a nova capital do mundo. Na era dourada do reino de Obamelot, com suas armas, cerejeiras e incidência de aids a capital é a ilha do tesouro – uma cidade onde se janta às 18h e sobra tempo para ir ao motel. Jequices à parte, os vestidos de Michelle são bonitinhos – mas as filhas não deveriam ter alisado os cabelos. Apesar dos lobystas e do caminhão de dinheiro, Washington nunca será como Londres ou Paris – porque não é caminhável como New York, a capital da amargura e das ideias que lançou o site nycgo.com indicado pelo Lucas.

A seguir, um dramalhão: o México está longe de Deus e perto dos Estados Unidos. Os vizinhos extravagantes transformaram a economia do nosso hermano em tortillas, e do fundo do poço o país terá que pagar as contas da interação com os americanos. Caio tem conexões e pintou um quadro caótico – o colapso será rápido e repentino. E se o jornal The New York Times não pode mais escolher a quem se associar, a The Economist desce o cacete na loucura brasileira no artigo The madness of asylum, sobre Cesare Battisti.

No quarto bloco, uma dança perigosa: Walz with Bashir, filme-terapia censurado e pacifista do soldado israelense Ari Folman. Entre mortos e feridos, esta obra de animação nada animadora tem chance de levar o Oscar – que pode ir para baixo, ou para cima com o francês The class. Na conversa sobre cinema Ricardo mencionou novamente o israelense The band´s visit, que para mim foi sem dúvida o melhor filme indicado pelo Manhattan Connection no ano passado. Falando em indicações do programa: estes dias assisti a Slumdog Millionaire (adorei!) e neste final de semana vi Doubt e Revolutionary Road – mas não gostei muito de nenhum. Em Doubt as interpretações são mesmo excelentes e a história é boa – mas achei o final decepcionante. Já em Revolutionary Road a cena final é ótima, bem no estilo Sam Mendes – mas para chegar a ela é preciso ver um filme inteiro com pessoas que só gritam, brigam e sofrem. Não vale muito a pena – isso sem falar no nome que o filme terá no Brasil: Foi apenas um sonho. Imagino como as distribuidoras brasileiras devem procurar os encarregados de renomear os filmes estrangeiros: procura-se pessoa burra que não fale nenhum idioma além de português e que não entenda nada sobre cinema. Só pode!

No mais, a matéria do Pedro no restaurante mexicano foi interessante, e o Diogo voltou ao Rio sem trazer o cenário de Roma. Resultado: o cenário da cidade maravilhosa continua com aqueles pedaços de madeira pregados na parede. Cada vez que a cena muda de New York para o Rio a gente leva um choque: no estúdio americano o cenário é de uma certa maneira e está todo arrumadinho, e no estúdio brasileiro o cenário é diferente e com aqueles horríveis pedaços de madeira. Não entendo como o GNT permite que um programa como o Manhattan Connection, tão conceituado e certamente caro para a emissora, tenha um problema assim. Até o Pânico quando começou na Rede TV! tinha um cenário melhor – e olha que eles até o destruíram ao vivo porque não gostavam. Mas para terminar com um comentário positivo: parabéns ao GNT por mais uma vez dar um show de jornalismo cultural na cobertura das semanas de moda. A capacidade da Lilian Pacce e de sua equipe para mostrar o lado mais profundo e criativo de uma indústria que pode ser vista como superficial é realmente incrível. Ah, e os cenários dos estúdios montados nos locais dos eventos estavam ótimos: muito bonitos e sem nenhum pedaço de madeira pregado nas paredes.

Momento ManhaTIE Connection: Lucas usou uma gravata com estampa cashmere estilo indiano – tudo bem que a estampa está na moda, mas aquela gtavata é das antigas, não? Ricardo repetiu a gravata com retângulos em tons de azul, e Caio escolheu uma de cor vermelho-escuro super moderna. Pódio da semana: medalha de bronze para o Lucas, de prata para o Ricardo e de ouro para o consumidor de ritalina.

Fórum da semana: até quando vai a lua de mel? “Seis meses, caso não haja luz no fim do túnel econômico”, disse o Caio, e “Até a primeira confusão no Oriente Médio”, respondeu o Diogo. Lucas acha que “a lua de mel do povo americano com o Obama vai durar até a primeira derrota no Congresso”, e Ricardo diz que a lua de mel “já acabou”.

Vinhetas da semana: 1 – Fotos de Marian Robinson e da família Obama. Música: Mrs. Robinson, com Simon & Garfunkel. 2 – Exposição Flowers, de Martin Klimas na Foley Gallery. Música: Let the drummer kick, com Citizen Cope. 3 – (Reportagem do Pedro Andrade) – Los Dados Restaurant. 4 – (Boa noite) – Filme: Totalmente apaixonados. Local: Veselka Restaurant. Música: Shiny on the inside, com Leona Naess.

Bônus da semana: quando o Lucas fez a introdução do programa falando em paso doble, instantaneamente fiz a conexão com o Strictly ballroom, filme de estreia de Baz Luhrmann e onde ouvi esta expressão pela primeira vez. Aqui no bônus, a minha sequência favorita desta obra-prima do cinema australiano. Ah, e a música tem também uma conexão direta com o Manhattan Connection :-)

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

4 Respostas to “83o. post – MC de 25 de janeiro de 2009”

  1. chris :-) às 18:24 #

    Estou viciada no Manhattan!! Vejo aos domingos e de novo nas segundas. Adoro as provocações feitas ao Caio, até pelo Lucas. Me divirto. Agora Marcos, vc não acha que já está na hora do Lucas usar uns óculos?? Tem hora que me dá aflição ao vê-lo tentando decifrar as frases. Mandei inclusive um email dizendo isso. Ele é um gato e vai continuar sendo, apesar dos óculos!!!

  2. Michelle :-) às 17:18 #

    HaHa. Tambem acho o Lucas um charme!
    Agora, o Pedro Andrade e um ESCANDALO!
    Pelo Amor de Deus! MARAVILHOSO!
    O programa tem estado hiper divertido mesmo!
    Bom trabalho pessoal!!!!!!!!!!!!!!!

  3. Sergio :-) às 3:16 #

    opa, muito legal o blog. queria muito saber a musica que toca no final e vocês divulgaram aqui, obrigado!

    Shiny on the inside, Leona Naess.

  4. Marcos :-) às 12:17 #

    Sergio, não entendi. O que você quer saber a respeito da música?

    Marcos

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