85o. post – MC de 8 de fevereiro de 2009

9 fev

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Na semana do dia dos namorados os avestruzes da Valentine´s Day Connection dizem que Putin bate mais do que afaga e acham que Obama deve ficar com ele – mas sem transar (a não ser que ele seja do tipo bate-que-eu-gosto). O aiatolá bicou e o míssil do Irã (um lugar onde os radicais lutam contra os mais radicais) caiu no presidente americano – mas Caio Blinder fez um ataque preventivo enviando um artigo do The Wall Street Journal a Diogo Mainardi e pedindo desculpas ao colega que acertou mais do que todos. Ricardo Amorim discordou e a discussão foi quase tão animada quanto aquela de algumas semanas atrás entre o Caio e o Lucas sobre Israel – um país, aliás, onde os falcões podem perder a eleição para a águia.

No segundo bloco, mesmo no sufoco um cubículo é confortável, e até Dilbert, o personagem que sofre com o chefe idiota e a burocracia, foi demitido e está deprimido como os outros 600 mil Dilberts dos Estados Unidos – um país engenhoso de capitalismo inovador que será a nação dos freelas (entre no site oficial de Dilbert aqui, e veja dezenas de tirinhas em português aqui). Enquanto isso, Ricardo Amorim e seus colegas perderam o salário de 500 mil dólares, e o pacote do Obama, que já foi mal formulado, vai sair pior ainda com as emendas. Brasil na imprensa: a The Economist fez um perfil de José Sarney na matéria Where dinosaurs still roam – A victory for semi-feudalism, e o canal NBC falou sobre um americano que luta contra o sistema judicial brasileiro pela custódia do filho em Dad battles for son taken to Brazil four years ago.

A seguir, os 200 anos de Lincoln e suas conexões com Darwin e Obama. Quando voltou de férias, Diogo fez um ataque preventivo contando a história antes que ela aconteça e destruindo o Obama em sua coluna Um androide na Casa Branca. A cartola do honest Abe pode não caber na cabeça do novo presidente – mas Lucas lembrou que os dois são magrelas orelhudos que fizeram carreira em Illinois e chegaram ao poder só no plá. Charles Darwin, que ficou horrorizado quando veio ao Brasil, criou conexões que mudaram a maneira que enxergamos o mundo, e Caio fez o momento jabá da semana indicando o livro Angels and ages: a short book about Darwin, Lincoln and modern life, de Adam Gopnik. Falando em Caio: ele e o Diogo estão trabalhando em um roteiro para o primeiro talk-show mudo da televisão, no qual a atração principal será… Isso mesmo: as pernas de Mainardi :-)

No último bloco, o primeiro político gay assumido americano: Harvey Milk, que abriu a cortina e saiu do armário deixando New York e entrando na festa e na luta em San Francisco. O filme Milk (trailer aqui, site aqui) tem 8 indicações ao Oscar, mas o lobby gay vai perder a parada em Hollywood. Sean Penn fala fino e fala grosso e Brad Pitt vai ter que se contentar com o troféu de Miss America, pois Pedro Andrade aposta que a estatueta de melhor ator vai para Mickey Rourke. Eu vi The wrestler e concordo com ele – aliás, acho que Milk só tem chances de ganhar algum Oscar nas categorias de roteiro original, figurino e ator coadjuvante. Na verdade os manhattans já falaram de Milk quando Jorge Pontual esteve no último programa do ano passado, lembram? Desde então eu estava esperando para assistir ao filme no cinema – mas mudei meus planos quando tive duas decepções: a primeira quando descobri que o filme vai ser lançado por aqui com o ridículo título de A voz da igualdade, e a segunda quando soube que a estreia foi adiada para o final de semana de Carnaval. Então resolvi não gastar meu dinheiro indo ao cinema ver um filme rebatizado com um nome brega e cuja data de lançamento fica sendo alterada a toda hora, e baixei-o pela internet mesmo. Milk é ótimo, e a direção de arte e de fotografia realmente impressionam. Também gostei muito do trabalho do Gus Van Sant, que deu uma segurada nas viagens autorais e usou uma linguagem mais “comercial” bem apropriada. Só fico com receio da tradução que vão fazer no Brasil: espero que não coloquem nas legendas expressões erradas como “opção sexual”, “homossexualismo”, etc. Afinal, já basta o título cafona de A voz da igualdade, não é? Para terminar a Conexão Mineira, Lucas Mendes abusou do seu poder e deu uma aula de história sobre a cidade de Pitangui – que tem um site oficial aqui e um site compreensivo aqui (de onde aliás tirei a foto de um jornal de 1883 que está no início deste post).

Até a semana que vem, com o melhor time político, econômico e gastronômico da televisão brasileira.

Momento ManhaTIE Connection: difícil organizar o pódio desta semana, pois só há três medalhas e o Pedro Andrade também apareceu engravatado na bancada. Mas vamos combinar: o cara é modelo internacional, sempre hiper bem vestido… Não dá para concorrer com o resto dos mortais, não é? Então o Pedro vai ser o hors-concours do Manhattan, e as medalhas ficam para os três suspeitos habituais. Esta semana, o Lucas usou uma gravata marrom bonita – mas o que era aquele paletó antigo estilo Sherlock Holmes? O Caio foi de azul com bolinhas brancas, e o Ricardo com uma azul marinho super chique e moderna. Pódio da semana: medalha de bronze para o Lucas (por causa do paletó), de prata para o Caio e de ouro para o Ricardo – que é menos mortal que os outros, mas que preferiu a carreira de economista assim mesmo.

Fórum da semana: de onde vem essa fonte otimista de que o Brasil vai sofrer pouco com a crise? “Do costume de mentir”, disse o Diogo, e “Da realidade”, discordou o Ricardo.

Vinhetas da semana: 1 – Clo Wine Bar + Shop. Música: Dearest, com Buddy Holly. 2 – (Reportagem yummy do Pedro Andrade) – Restaurantes Kittichai e Il Bastardo. 3 – Livraria gay Oscar Wilde. Música: Fastlove (Summermix), com George Michael. 4 – (Boa noite) – Filme: O sócio. Local: La Perla Boutique. Música: The look of love, com Dusty Springfield.

Bônus da semana: se na semana passada o bônus do blog foi óbvio demais, nesta ele é totalmente diferente: não tem nada a ver com o MC nem com os assuntos tratados nesta edição do programa. Nem com os Estados Unidos, para falar a verdade – pois é a cena final da primeira temporada de Skins, seriado britânico do canal E4 a que eu assisti durante esta semana e que me surpreendeu. Afinal, estamos tão acostumados ao padrão de seriados americanos de superproduções cinematográficas criadas e estreladas por grandes nomes de Hollywood e que são melhores do que a maioria dos filmes que nem imaginamos que um seriado inglês de orçamento relativamente modesto e claramente produzido com menos recursos pode ser criativo e cativante da mesma forma (ou até mais). Fique então com a cena final da primeira temporada de Skins, com o elenco cantando a música Wild world, de Cat Stevens. (Qualquer semelhança com Magnolia e Nip/Tuck terá sido mera coincidência?)

ATENÇÃO: se o vídeo abaixo não rodar aqui no blog, assista-o direto no YouTube clicando aqui

AVISO: a área de mídia do Fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com o seguinte material:

– Entrevista de Diogo Mainardi com Nelson Hoineff (exibida no MC de 1 de fevereiro de 2009) sobre o documentário Caro Francis

– Entrevista de Lúcia Guimarães ao Digestivo Cultural

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

Uma resposta to “85o. post – MC de 8 de fevereiro de 2009”

  1. Renee :-) às 18:55 #

    Amei o programa dessa semana!
    Adorei ver o Pedro sentado na mesa! Alem de ser um verdadeiro colirio pros olhos, fala super bem!
    Pedro Andrade e Diogo Mainardi no mesmo programa. Que maravilha!
    R.R.

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