89o. post – MC de 8 de março de 2009

9 mar

maraba

A Conexão Laranja começa espremendo seu suquinho sobre Rush Limbaugh, o barítono do rádio que torce pelo fracasso de Obama sem papas na língua. Bufão e meio mafioso, ele está se lixando para o barulho da caixa de ressonância e faz seu trabalhinho atacando pela direita. Como nos Estados Unidos e no Brasil quem está contra o presidente é inimigo do país, melhor terminar o assunto acessando o site compreensivo de Limbaugh aqui, e lendo O barulho e o fogo do demagogo Rush Limbaugh, coluna de Caio Blinder sobre o Napoleão, aqui. Enquanto isso, a depressão não é tão profunda como a da década de 1930 – mas os economistas são enforcados em praça pública e as melhores definições de recessão, depressão e recuperação são as que foram dadas por Ronald Reagan – que se continuar neste ritmo vai acabar ganhando mais espaço do que o Obama no MC. Para terminar o bloco, a GM recebe a extrema unção, Hillary Clinton vai para tenda iraniana e Diogo Mainardi indica o site The Jerusalem Post.

No segundo bloco a revolução laranja azedou e o capitalismo da Ucrânia virou suco. Os líderes políticos se espremem e a economia apodrece. A bolha explodiu e os bancos estão pendurados – e Putin, que adora a confusão, também recebeu um e-mail com aquela frase “Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora…” que Karl Marx escreveu em Saquarema depois de assistir a uma sessão de ponochanchada no Cine Marabá, o preferido de Caio Blinder e de Diogo Mainardi.

A seguir o MC recebe o escritor Sérgio Rodrigues (blog dele aqui), que escreveu o livro Elza, a garota. A personagem-título é Elvira Calônio, uma moça analfabeta de Sorocaba que é comida pelos comunistas burros e assassinada a mando de Carlos Prestes. Mas a maldade maior aconteceu no lado de Getúlio Vargas – um presidente que não ia durar muito mas que aproveitou a intentona para se tornar o maior nome da política tupiniquim. A jogada de Sérgio passa além do conflito e é uma pós-dicotomia da guerra fria feita sob encomenda para a editora Nova Fronteira – que por algum motivo não assume tê-lo entre seus escritores. Pena, pois o rapaz é simpático e o livro parece ser bom – mas ao procurar qualquer informação sobre o título ou o autor no site da editora apenas aparece a resposta de resultado inexistente. Será que tem alguém querendo apagar a história outra vez?

Para terminar a edição desta semana os manhattans falam sobre o bagaço da televisão aberta americana, que perde audiência e procura uma válvula de escape no jornalismo e nos reality shows. A situação está preta – mas convenhamos: Lucas disse que um episódio de Lost custa 3 milhões de dólares… Bem, se uma emissora gasta esta quantia com um episódio do mais ridículo seriado da história da Terra, realmente ela tem que pagar para ver, não é? Sorte nossa que o Pedro Andrade não está perdido na vila da Dharma Initiative em 1974. E se a TV não se transforma em rádio e o marido rico só faz dinheiro para a Microsoft, os analfabetos brasileiros continuam assistindo ao Big Brother e a entretenimentos baratos similares enquanto a nível de sequestro Larry King entrevista David Goldman,  pai do garoto Sean (para assistir à entrevista, clique aqui).

Foi impressão minha ou o cenário do Rio mudou? A bancada e o fundo me pareceram diferentes – apesar de continuarem com aqueles pedaços de madeira pregados atrás dos manhattans. Além disso, no terceiro bloco o convidado pareceu muito “espremido” entre o Ricardo e o Diogo… Eu tinha a impressão que a bancada era maior – será que finalmente eles estão tentando arrumar o estúdio do balneário? Tomara que sim :-)

Momento ManhaTIE Connection: a gravata do Lucas, de cor escura com estampa coloridinha, era certamente a mais bonita de todas – pena que ficou muito escondida dentro do paletó. Já a gravata do Caio, cinza com listras azuis, ficou bem exposta – e caiu bem para o barbudinho do PT. Ricardo, o economista que acerta todas, desta vez errou na gravata: o tom estranho de azul e a estampa de pontinhos geométricos certamente não foram a melhor escolha. Pódio da semana: medalha de ouro para o Lucas, de prata para o Caio e de bronze para o Ricardo. E o troféu Jeremy Kost vai para o Pedro, que esta semana trocou a camiseta regata por uma moderna gravata com estampa de xadrez estilizado.

Fórum da semana: o mundo está preparado para voltar aos braços do velho comunismo? A melhor resposta foi a do Caio: “Nem o velho nem o novo. Vem aí o neocapitalismo.”

Vinhetas da semana: 1 – Vizinhança ucraniana em Manhattan. Música: All blues, com Miles Davis. 2 – Exposição DF Casa. Música: Valerie, com Amy Winehouse e Mark Ronson. 3 – (Reportagem do Pedro Andrade) – New Museum, Exposição After the party, de Jeremy Kost na Dactyl Foundation, The Frick Collection. 4 – (Boa noite) – Filme: Psicopata americano. Local: Smith & Wollensky Steakhouse. Música: In too deep, com Genesis.

Bônus da semana: como o assunto do último bloco foi a TV aberta e seus seriados decadentes, resolvi fazer uma homenagem a um tempo que os seriados não eram tão perdidos e escolhi colocar no bônus uma cena do seriado Scrubs, da NBC. Já faz pelo menos dois anos que Scrubs também perdeu a força e eu nem assisto mais – mas esta cena da segunda temporada que foi ao ar em 2003 continua sendo uma das minhas favoritas da televisão.

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s