96o. post – MC de 26 de abril de 2009

27 abr
garapa-jose-padilha-tribeca
 
Os cortadores de cana da Conexão-Que-Não-Entrega-A-Rapadura começam falando sobre o estímulo econômico do Obama. Com um pingão aqui e outro ali ele não conseguiu irrigar o governador Mark Sanford, um pão duro sobre o qual não há déficit de opinião. Ter princípios não é virtude, mas a cruzada política pode render frutos – e criar uma situação brasileira. Falando em Brasil, Lucas mostrou a matéria da edição internacional da Newsweek sobre o país, e a matéria da edição americana sobre Eliot Spitzer – que era chegado em uma profissional, mirou uma coisa e acertou noutra e agora ressurge como profeta. Este primeiro bloco foi super animado e deu o tom para o resto do programa: bancadas agitadas e muitas discussões entre os manhattans. Vencedor do primeiro round: Diogo Mainardi, dizendo que Lula erra há 30 anos – e continua errando. 
 
A seguir, o casamento gay foi aprovado em Iowa, um estado agrário e com fama de caipira que está na vanguarda e será a nova New York. Se lá pode, em qualquer lugar pode – e Diogo lembrou o melhor argumento contra o casamento: divórcio custa caro! No mesmo bloco Obama pisou na bola, se ferrou à esquerda e foi cobrado à direita. Caio Blinder não é Jack Bauer e escreveu a coluna O debate atroz sobre a tortura nos EUA enquanto o zoológico demitiu bichos e Beslusconi ficou nu. Vencedor da discussão neste round: Lucas Mendes, pedindo Caio em casamento.
 
No terceiro bloco os manhattans discutiram sobre depravações e ménages à trois, quatre e cinq. Sexo e pecado são a história de New York, e no círculo vicioso a maçã é sempre mais suculenta – pelo menos no livro The forbidden apple: a century of sex & sin in New York City, de Kat Long (site dela aqui, blog aqui e primeiro capítulo do livro aqui). Olhando pela janela Lucas vê a Disney e Diogo vê a prostituição infantil – e o vencedor deste round foi o antipromíscuo Caio Blinder indicando seu filme favorito: o documentário American swing – que aliás já estou baixando para assistir também :-)
 
Para terminar os manhattans recebem José Padilha, premiado diretor, produtor e roteirista que apresenta seu filme Garapa no Tribeca Film Festival para mostrar que há pessoas que só se alimentam de uma mistura de água com açúcar ou rapadura e que estão piores que os americanos. Segundo Padilha e o iBase, uma em cada seis pessoas no mundo estão nesta situação. Há gente que discorda, como Diogo Mainardi e Ali Kamel (artigo dele mencionado no programa aqui) – mas o filme não pretende resolver o problema e sim fazer a diferença. Como nos três blocos anteriores do programa, este também causou bastante discordâncias e discussões – e o achei o melhor de todos, apesar de não gostar muito do trabalho do José Padilha. Só faltou o Pedro Andrade na bancada para oferecer uma tábua de queijos e um bom vinho aos debatedores. Vencedor deste round: Lucas Mendes, encerrando o MC desejando parabéns para a Angélica, tão bonita e tão jovem. 
 
Momento ManhaTIE Connection: na semana passada todas as gravatas dos manhattans estavam boas – mas nesta edição eles se superaram: todas estavam ótimas! Lucas foi com uma gravata vermelha com pequenos pontinhos brancos, Caio com uma de fundo azul escuro com estampas geométricas em azul claro e cinza, e Ricardo com uma de listras pretas, cinzas, azuis e brancas. Como não dá para escolher a melhor, o critério do pódio é o efeito visual das cores: medalha de ouro para o Ricardo, de prata para o Caio e de bronze para o Lucas.
 
Fórum da semana & Vinhetas da semana: informações não disponibilizadas pelo canal GNT :-|
 
Bônus da semana: vídeo-montagem sobre o personagem Fabiano, de Vidas secas, citado pelo Diogo na discussão com José Padilha.
 
 

6 Respostas to “96o. post – MC de 26 de abril de 2009”

  1. Ana Belacqua :-) às 23:21 #

    PARABÉNS (atrasado) a Angélica ;)

    “Diogo lembrou o melhor argumento contra o casamento: divórcio custa caro!”
    – O MELHOR

  2. Tomaz Tiago Luedke :-) às 16:03 #

    Alguém poderia me informar o que o Diogo falou a respeito do livro Vidas Secas? Agradeço.

  3. Marcos :-) às 16:39 #

    Ele não falou nada de especial, apenas citou o personagem Fabiano dizendo que ele era pobre e magro por causa da fome, diferente de pessoas pobres e obesas que existem hoje e teoricamente, mesmo sendo pobres, não passariam fome. Ao que o Padilha respondeu que elas passam fome sim, e são obesas porque só se alimentam de água com açúcar.

  4. Lúcio Jr :-) às 9:55 #

    Oi, pessoal, aí no blog tem um linque para revista virtual Broca Literária, onde publiquei um ensaio a respeito de Cabeça de Negro, romance de Francis que está fazendo trinta anos em 2009.

  5. Cláudia :-) às 13:19 #

    Diogo, às vezes dá vontade de chacoalhar vc pra ver se entra alguma coisa que não seja pessimismo nesta sua lindííííííssima cabecinha.
    Caramba.Vamos imaginar que Ahmadinejad não será eterno no poder. Temos que manter boas relações com o Irã.
    Ponto para o Ricardo que defendeu com fervor o que acredita.

    Colírio dos meus olhos verdes e míopes, mais esperança e menos pessimismo, ok?

  6. Putz!

    Fiquei super contente em vocês terem linkado minha vídeo-montagem “Fabiano” aqui no post de vocês.

    Para mim, Fabiano é um dos personagens mais representativos do povo brasileiro, tanto na versão literária quanto na cinematográfica. Instigado, tentei – respeitosamente – fazer uma releitura das ações deste personagem, com a música de Gilberto Gil/Dominguinhos, que tem tudo a ver com a trajetória de tantos “Fabianos” por este Brasilzão afora.

    Bem, é isso, obrigado pelo reconhecimento.
    Agora vou ler os outros posts que este blog – conheci hoje! – tá cheio de textos interessantes.

    Abraços!

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