99o. post – MC de 17 de maio de 2009

18 maio
star trek manhattan connection 2
 
Na Conexão que boia o oriente médio tem 5 mil anos de guerras e ficou mais radical à sombra da nuvem radioativa do Irã. Obama nunca babou por Benjamin Netanyahu – mas a rota é de colisão ou de enrolação? Lucas acha que os dois são como um casal que briga mas que não pode se separar – e como ninguém é amigo do Irã é preciso haver um pacotão de concessões. Diogo deu a única solução para a Palestina – pena que é impraticável porque Gaza está ocupada por terroristas fanáticos. Bill Clinton soltou um son of a bitch e Hillary tenta amarrar o pacotão – mas Arafat não está mais aí e a situação piorou. Pelo menos o Papa não pisou na peteca, e o Caio não falou mais que a Miss Califórnia.
 
No segundo bloco, Cornelius Vanderbilt ganhou dinheiro a todo vapor e o biógrafo T. J. Stiles mostra todas as suas faces no livro The first tycoon: the epic life of Cornelius Vanderbilt (site do autor aqui, do livro aqui e Vanderblog aqui). O self-made man teve 13 filhos, não ligava para a imagem e gerou pânico e progresso quando se tornou um pirata do rio Hudson que afundou monopólios para criar o seu próprio. Na época não havia derivativos – e o capitalismo precisava deslanchar. Para saber mais sobre o robber baron, leia a coluna de Lucas Mendes sobre Cornelius Vanderbilt aqui. Falando em coluna: a do Diogo desta semana fala sobre o perigoso caminho terceiro-mundista da política externa brasileira e está aqui.
 
A seguir, o Lincoln Center é uma grande obra – e não apenas de arte – que passa por uma plástica caríssima aos 50 anos de idade. O local foi um estímulo vital para a cultura e a economia no momento imperial em que era preciso mostrar a hegemonia americana e tirar o west side da história. O espaço é bacana – mas nem sempre conglomerados grandalhões são bons para cidades grandalhonas. E se o Rio de Janeiro tem um palácio construído na lama, em BH a Praça da Liberdade vai ser maior que o Lincoln Center – e Lucas aproveitou o momento ufanista para indicar o livro Pátria que pariu! & outros poemas, de José Edward. Brasil na imprensa: Recife tem uma conexão judaica que é a parte boa – mas é também a capital do homicídio no Brasil na matéria Death to undesirables: Brazil’s murder capital, do jornal The Independent.
 
Para terminar, a fronteira final: chega de mar e vamos para o céu com J. J. Abrams e o futurismo passado do novo filme Star trek (site aqui, trailer aqui e site oficial e super compreensivo sobre a série aqui). Pedro Andrade não é trekkie mas gostou da mensagem otimista de coexistência sideral e do trabalho do J. J. Abrams – que não focou nos efeitos especiais e sim no relacionamento entre os personagens. Bem, eu só posso dizer que Felicity foi uma série que me marcou e da qual vou lembrar para sempre, e acho que Alias é até hoje a única que pode tirar de Twin Peaks o título de série mais cinematográfica da TV – mas como eu nunca vou recuperar as horas perdidas com as babaquices de Lost, simplesmente não tenho a mínima vontade de assistir a mais nada que tenha o toque de J. J. Abrams, que eu acho mais vilão que os blinders do filme Chapa-branca nas estrelas. Mas será que nele também há eco-sexo? Talvez a coluna Vida longa e próspera para Star Trek e o nosso planetinha, de Caio Blinder, possa responder…
 
Amanhã, dia 19 de maio, faz dois anos que criei o fã-clube do Manhattan Connection. Neste tempo todo acompanhei e comentei quase 100 edições do programa… E aqui vão algumas estatísticas deste período atualizadas até o momento de publicação deste post:
 
81 links na área de mídia
94 pessoas recebendo atualizações do fã-clube pelo Facebook
171 pessoas recebendo atualizações do fã-clube por e-mail
535 comentários no blog
24.731 acessos ao fã-clube
32.013 acessos ao blog
 
Obrigado a todos pelos acessos :-)
 
Momento ManhaTIE Connection: na semana passada as gravatas dos manhattans estavam meio duvidosas – mas nesta semana they got back on track: Lucas e Caio foram com gravatas em preto-e-branco, e Ricardo com uma azul clarinha que ficou perfeita em contraste com o paletó preto e a camisa branca. E no último e cinematográfico bloco, Pedro Andrade apareceu usando a gravata do Quentin Tarantino… Troféu Pulp fiction para ele, e medalha de ouro para o Ricardo, de prata para o Caio e de bronze para o Lucas.
 
Fórum da semana: o Brasil é um gigante manso? Lucas deu a melhor resposta dizendo que “além de manso, o gigante é dorminhoco, só acorda nas festas.”
 
Vinhetas da semana: 1 – Instalação Anthropodino, de Ernesto Neto na Park Avenue Armory. Música: The rain song, com Led Zeppelin. 2 – Exposição de Yayoi Kusama na Gagosian Gallery. Música: Someone for everyone, com Nikka Costa. 3 – (Reportagem do Pedro Andrade) – Caudalie Spa e T-Salon. 4 – (Boa noite) – Filme: Contos de New York. Local: The Sherry-Netherland Hotel. Música: People will talk, com Kid Creole and the Coconuts.
 
Bônus da semana: fiquei mais de uma hora assistindo a vídeos de cenas de Felicity e Alias – todas tão boas que não consegui escolher o que colocar aqui! Então resolvi postar as duas aberturas de Felicity com músicas de J. J. Abrams – para representar estas séries e para relembrar os bons tempos pré-Lost da televisão americana…
 
 
  

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