103o. post – MC de 14 de junho de 2009

15 jun
Carmen Miranda Madonna
 
Para variar, na Conexão Aditivada os paralamas com sucesso começam falando do que é mais importante: a copa do mundo. A Coreia do Norte e o Irã disputam uma vaga – e enquanto Caio Blinder torcia pela classificação da Coreia do Sul, o semiditador Ahmadinejad trocou o técnico do time e fez um cálculo maluco dentro da jaula democrática. Diogo Mainardi não usa burka desde 1997, mas o gol foi de Ricardo Amorim – que apesar de não estar tão convencido na hora da gravação, cantou a vitória antes do tempo e acertou mais uma vez. Para entender melhor todas estas metáforas futebolísticas, leia as colunas do Caio: O futebol do Irã e o cartão vermelho para Ahmadinejad, escrita antes das eleições, e Ahmadinejad amadurece: uma república de banana, escrita depois. Ainda no primeiro tempo do programa, os manhattans falaram sobre Obama no Líbano – o Rezbolah teve que pagar pelas burradas e sifu, sobre o arquipélago de Palau – que como o Brasil aceita qualquer tralha, e sobre o futuro da frouxa Europa – onde a esquerda deu vexame e motivos para o Diogo escrever a coluna dele desta semana: Eugh!
 
No segundo bloco os manhattans fizeram trabalhos forçados e aumentaram a audiência da Current TV, uma rede interativa que tem um site compreensivo aqui, foi parida por Al Gore e tem duas repórteres presas na Coreia do Norte. As moças cruzaram a fronteira e são culpadas até que se prove o contrário – e depois da aula de geografia do professor Caio, o carcereiro Lucas perguntou: quem vai peitar os coreanos? Não vai ser o Hugo Chávez, que não gosta de animais empalhados nem de Coca-Cola Zero.
 
A seguir, Fordlandia, a Detroit made in Brazil. Visionário inflexível, Henry Ford quis transformar seringueiros em operários – mas dar aveia, dançar quadrilha e examinar a gonorreia não foi suficiente para transplantar a ideia de engenharia social. Todo mundo levou uma grana neste projeto – cuja ascensão e queda estão registradas no livro Fordlandia: the rise and fall of Henry Ford’s forgotten jungle city, de Greg Grandin. Veja a página do autor aqui e leia um trecho do livro aqui.
 
No último bloco o programa recebe o convidado Béco Dranoff, que faz várias coisas. Entre elas, produz e divulga música brasileira no exterior – como a de Bebel Gilberto – e procura músicas espalhadas por aí em um projeto de 5 anos com seu amigo Bob George, do centro The ARChive of Contemporary Music. Dranoff cresceu surrounded by records, é tímido e não fala nada – mas não acha que a melhor saída para um músico brasileiro seja o Galeão e aproveitou para divulgar o documentário Beyond Ipanema (site aqui, trailer aqui) sobre a velharia danada que é a música popular brasileira. Carmen Miranda era a Madonna, e o Diogo Mainardi está certo: a renovação ainda não passou pelo Brasil.
 
As reportagens do Pedro Andrade sempre foram ótimas – lembram daquela dele dançando de regatinha? – mas desta vez ele se superou: comendo guacamole e bebendo um drink no topo de um prédio, em poucas cenas ele conseguiu sintetizar todo o charme cosmopolita da cidade de New York. Não é sem motivo que Madonna loves New York – e que Carmen Miranda tenha ficado tanto tempo por lá!
 
Momento ManhaTIE Connection: Caio usou novamente aquela gravata com fundo cinza e listrinhas, Lucas repetiu a com fundo vermelho escuro e bolinhas brancas e Pedro reaproveitou aquela bordô com estampa que ganhou do Hugo Estenssoro. O único manhattan que não repetiu uma gravata usada recentemente foi o Ricardo – que fez uma viagem no tempo e trouxe uma do figurino de um filme de Adrian Lyne. Troféu Flashdance para ele, e prêmio MPB (uma velharia danada) para seus colegas da Big Apple ;-) 
 
Fórum da semana & Vinhetas da semana: informações não disponibilizadas pelo canal GNT :-|
 
Bônus da semana: na segunda-feira da semana passada, a quinta temporada de Weeds estreou na TV americana. Os manhattans não falaram nada – mas eu falo: o primeiro episódio foi ótimo! Realmente é muito raro um seriado conseguir manter este padrão depois de quatro temporadas seguidas. Nem The Sopranos, o preferido do Caio, conseguiu. Então, em referência a Weeds, o bônus desta semana é o novo vídeo de Charlie Mars estrelado por Mary-Louise Parker, a traficante mais charmosa da TV. Clique, listen to the darkside e torça para que a estreia da segunda temporada de True Blood esteja na pauta do MC na semana que vem!
 
 

Uma resposta to “103o. post – MC de 14 de junho de 2009”

  1. Edson Nardi :-) às 17:39 #

    Quero deixar aqui o meu apoio ao Diogo Mainardi quanto ao fato de que a renovação musical ainda não passou mesmo pelo Brasil. O nosso povo, a nossa sociedade, a nossa cultura não comporta a própria arte. É terrível, mas muitos bons músicos que teimaram e ficaram por aqui vivem ou viveram momentos difíceis. É claro que para se vencer, lá fóra, tem que se ter muito talento. Sabemos disso. Afinal, a verdadeira arte não da espaço para a mediocridade. O “mercado” aqui é manipulado pelos interesses puramente rasteiros e visa um público sem nenuma formação.Quanto Béco Dranoff ele precisa sintonizar as rádios brasileiras pra constatar que aquelas formadoras de opinião (Se é que ela existe) não passa de um repetéco do pior das rádios Gringas. e a “música brasileira” continua tocando os sucessos de 30 anos atrás de Chico,Caetano e Gil como bem lembrou Mainardi.Quer ouvir música brasileira de vanguarda. http://www.smoothjazz.com uma rádio da califórnia e não daqui. That simple.

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