107o. post – MC de 12 de julho de 2009

13 jul

 

johnny depp manhattan connection

Os mísseis da Conexão (Banana) Dinamite começaram o programa desta semana lembrando do pesadelo da guerra fria e do sonho de logo alcance de um presidente. Em 1983 o estudante Barack Obama escreveu o artigo Breaking the war mentality (texto aqui, original escaneado aqui) – que não mereceu nota 10 e foi reprovado pela história pois a Rússia não vai abolir as armas nucleares e nós não vamos viver a utopia. Passando para outras inseguranças, em Honduras o chanceler escorregou na banana de dinamite: não deu para entender o que ele falou, mas o negrito não sabe mesmo onde fica Tegucigalpa, a cidade que voltou aos anos 80. Enquanto isso, o negrão explode no país onde os dirigentes dão um cacete nos estudantes e nas minorias étnicas – pois como diz Caio Blinder, Na república popular da China, o povo é o inimigo.

No segundo bloco, a morte da imprensa escrita continua viva na pauta. I.F. Stone foi um jornalista radical de esquerda e de direita que garimpava notícias. Seu site compreensivo está aqui e um trecho da biografia American radical: the life and times of I. F. Stone, aqui. Precursor dos blogs, Izzy foi contra tudo e sua vida foi um clichê – mas serviu de inspiração para Paulo Francis e foi tema da coluna A voz do surdo, de Lucas Mendes com participação especial de Hugo Estenssoro aqui. No mesmo segmento, Diogo Mainardi falou sobre a filosofia do julgamento de Sócrates, e Ricardo Amorim indicou o documentário The fog of war. Brasil na imprensa: o Financial Times publicou a reportagem especial Dancing through the economic crisis, e a revista The Economist falou sobre o Sarney na nossa House of horrors.

A seguir, os manhattans receberam a visita de Sérgio Bessa, diretor de programação de uma instituição à prova de balas: o Bronx Museum. Criado em 1971 como satélite do Metropolitan, o museu do Bronx tem um acervo pequeno mas interessante. Foi só isso mesmo que deu para saber, pois a conversa foi breve para dar espaço a Pedro Andrade, o melhor guia de New York – e a única pessoa do mundo capaz de fazer a gente ter vontade de beber um drink de clara de ovo na área portuária da cidade.

Para terminar, na nova safra de filmes os inimigos públicos estão com bala na agulha agulha. Na antiga Chicago os bancos eram alvos fáceis, e no filme Public enemies (site com trailer aqui) o diretor Michael Mann mostra um espetáculo de violência coreografada sobre a vida de John Dillinger, um gangster charmosão que matou cerca de um e morreu assistindo a Clark Gable em Manhattan melodrama. A obra pode não ser fiel aos bandidos – mas com Johnny Depp o crime compensa. Até o Pedro, que foi metralhado na disputa pela palavra final, gostou da história – e eu já coloquei o filme na minha lista de produções a assistir durante as férias do MC.

Momento ManhaTIE Connection: já sabemos que o áudio do MC não funciona muito bem, mas será que a imagem está com defeito também? A Heloísa já disse que eu não enxergo as gravatas direito, mas para mim pareceu que o Lucas estava usando a mesma gravata se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho-come da semana retrasada – que por sua vez parecia ser a mesma da semana anterior. Será que estou vendo certo? Ao lado dele, na bancada da grande maçã o guia turístico Pedro Andrade provou que um certo Muppet estava errado e que it´s very easy being green, e o Caio levou o troféu Jordan Catalano pela gravata I call her Red (Não entendeu a referência? Veja o bônus do blog neste post do ano passado). Enquanto isso, no balneário Ricardo usou uma gravata azul com listras amarelas, a cor ideal para aqueles dias de tiroteios durante o café da manhã.

Vinhetas da semana & Fórum da semana: já faz um tempo que o canal GNT não está mais disponibilizando as respostas do fórum e as informações sobre músicas e locais das vinhetas. E agora que o canal reformulou o site – que aliás está mais difícil de navegar do que nunca – parece que estas informações foram esquecidas de vez. Aliás, o Manhattan Connection nem aparece na lista de programas no site do canal… Resolvi então substituir o espaço dedicado ao fórum e às vinhetas aqui no blog por algo novo: o momento My so-called life, em que eu vou colocar uma quote da série. Afinal, My so-called life não só é o meu seriado preferido como é a obra que tem o melhor texto jamais escrito na história do Universo. E da mesma forma que o Manhattan Connection, é repleto de inteligência, ironia e bom-humor. Assim, fica feita a conexão!

MSCL1 Momento My so-called life:

Pre-menopause? Is that like pre-death?
Patty

Bônus da semana: quando o Lucas começou o programa falando em dinamite, logo lembrei do maior usuário de TNT de todos os tempos, Wile E. Coyote. Resolvi então colocar aqui no bônus um episódio completo com mais uma de suas explosivas aventuras. Divirta-se :-)

AVISO: a área de mídia do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com os seguintes itens:
– Diário de Manhattan – comentários de Lúcia Guimarães na Rádio Eldorado
– O Rio de… Pedro Andrade – matéria publicada na coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo
– Manhattan Connection – O melhor de Nova York por Pedro Andrade – matéria publicada no site L´Officiel Brasil

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

2 Respostas to “107o. post – MC de 12 de julho de 2009”

  1. Carla :-) às 12:38 #

    Esse desenho do Coiote me faz lembrar uma crônica do Sr. Diogo publicada na Veja (acho) e em seu livro intitulado “Lula é Miinha Anta”. Talvez a analogia feita no texto acima citado pelo comentarista do Manhattan Connection (a que achei muito divertida e pertinente – Sr. Diogo o Coiote e Lula o Papa – Léguas) possua outras causas. Esqueceram de avisar ao Sr. Coiote que Papa-Léguas lucra com as ações da Acme…
    Caso, Sr. Mainardi, já tenha chegado a essa conclusão – e consequentemente a em outros meios -, peço perdão pela repetição e pouca memória. Mas como não encontrar semelhança -e, sinto muito, achar graça – na ficção e na realidade, seja a semelhança exposta aqui ineditamente ou não? O que é óbvio é óbvio, ou eu sou só uma leitora crédula e sonhadora ( o que também se pode questionar…).
    Para terminar. Grata a todos os apresentadores e colaboradores pelo programa e pela homenagem feita por Pedro Andrade às mamães no nosso dia, expondo as belas tulipas que embelezam Nova Iorque. Abraços!

  2. Carla :-) às 12:41 #

    Minha*; a exposto em outros meios*

    Fato: sou uma escritora desatenta, que precisa de um revisor pessoal vinte e quatro horas por dia!

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