112º post – MC de 13 de setembro de 2009

14 set
leno-letterman-capas
  
Depois da abertura feita por Diogo Mastroianni Mainardi, os Fellinis da Porca Miséria Connection começaram avisando que Obama conteve a hemorragia e que as coisas melhoraram graças ao pateta republicano que precisa de um plano de saúde mental para seu partido. Mentiras à parte, o presidente americano continua ambíguo – e o barril de petróleo a 70 dólares é bom para a OPEP. Enquanto isso, Sarkozy deu uma volta pelo Brasil, Chávez comprou canhões e, como sempre, nosso país entrou na história com um monte de dinheiro que ninguém sabe explicar de onde veio – nem para onde vai. Mudando de assunto, na Itália as chacretes de Berlusconi fazem sucesso na TV e são bem melhores que nossos congressistas. E se até no Cazaquistão existe menos discriminação contra as mulheres, na Itália (o país onde o jornal escrito ainda é influente) elas fazem tudo em casa – e a casa já caiu. Para terminar o bloco, Caio Blinder deu uma passada rápida em Israel e no téco que o país quer dar nos inimigos.
  
A seguir, na economia não está tudo azul. Para sair da negra recessão, a cor é rosa: os empregos de macho desabaram e as mulheres são a maioria na força de trabalho americana. Lucas perguntou se a fundação é sólida, e o sexólogo Ricardo Amorim deu uma razão ruim para uma notícia boa: a diferença salarial entre homens e mulheres finalmente será achatada. Na televisão, as âncoras Katie Couric (bio aqui) e Diane Sawyer (bio aqui) têm uma vitória patética, e nas revistas as capas ficam com David Letterman na New York e Jay Leno na Time (para ler as respectivas matérias, clique no título: Couch warfare e Jay Leno is the future of TV. Seriously).
 
No terceiro bloco, Jane Jacobs foi o Tarzan na selva de pedra. Ela juntou um bando de mães, parou o trator de Robert Moses e se mudou para Toronto, uma cidade civilizada. Moses queria destruir para construir, mas não aceitava críticas e sufocava o indivíduo com boas intenções. Diogo está com a Jane e com o Caio, e a história da musa urbana está contada no livro Wrestling with Moses: how Jane Jacobs took on New York’s master builder and transformed the american city (trecho do livro aqui, blog do autor aqui). Brasil na imprensa: o fusca blindado cor-de-rosa que anda nas ruas de São Paulo saiu no The Wall Street Journal na matéria On São Paulo´s mean streets, the rich roll in armored splendor.
 
Para terminar, se o diabo veste Prada é por influência de Anna Wintour, que dita moda e edita a bíblia Vogue, um catálogo de glamour que a família do Caio adora. Este ano as revistas anoréxicas estão em uma saia justa – mas o documentário The September issue (site oficial com trailer aqui) fala sobre a preparação da edição da Vogue de setembro de 2007, mostra as andanças da poderosa chefona e é um estudo sobre a personalidade de quem tem que ter as rédeas da situação. Nas duas últimas semanas consegui assistir com antecedência aos filmes que seriam comentados no MC, mas desta vez não achei uma boa cópia na internet – então melhor é ver a entrevista que o diretor R. J. Cutler deu para o 1st. look, o programa do Pedro Andrade, aqui. Ah, e se o Diogo e o Ricardo mostraram que entendem mais sobre moda que o Pedro, eu também quero dar minha contribuição indicando uma matéria que escrevi em 2007 para o site Finíssimo sobre oito grandes filmes que falam sobre a indústria da moda: O diabo também veste outras marcas.
  
A conexão desta semana foi super feminina – e feminista. Os manhattans falaram sobre a ascensão das mulheres no mercado de trabalho e sobre mulheres fortes como Jane Jacobs e Anna Wintour, talentosas como Grace Coddington e populares como Katie Couric e Diane Sawyer. A primeira vinheta foi sobre uma exposição de trabalhos de mulheres sobre mulheres, e a até o fusquinha de uma desconhecida milionária paulistana entrou na pauta. Mas não dá para negar que o ponto alto desta edição do MC foi dar uma olhada no divo Pedro Andrade fazendo coisas desconjuntadas de regatinha ;-)
  
Momento ManhaTIE Connection: nesta conexão italiana, Lucas Mendes fez uma homenagem ao carnaval de Veneza vestindo uma gravata super alegre e colorida – e ganhou o troféu Luchino Visconti. Caio Blinder usou novamente aquela gravata com fundo cinza e listras azuis claras. Até que é bonitinha, mas pela repetição constante o tigre de New Jersey recebeu, das mãos do próprio Mario Monicelli, o prêmio Parenti serpenti. Ricardo Amorim demonstrou sua personalidade forte escolhendo uma sólida gravata azul – e por isso ganhou a menção honrosa Michelangelo Antonioni. Por fim, Pedro Andrade, de gravata lilás escuro, levou o prêmio Teorema, por motivos óbvios.
 
 
MSCL1 Momento My so-called life:
 
The only really great foods are appetizers and desserts, so why bother eating anything else?
Amber
 
Bônus da semana: engraçado como as coisas se conectam no GNT. No momento em que o Diogo falou em chacretes eu já pensei em procurar uma cena do Chacrinha falando “Teresinha!” para colocar aqui no bônus… E imaginem minha surpresa quando, logo em seguida, a Fernanda Young começou o programa dela imitando o Velho Guerreiro! Sabe-se lá há quanto tempo ninguém fala do Chacrinha – e de repente em questão de minutos ele é mencionado e imitado nos dois melhores programas da TV brasileira. Então, deixo o bônus desta semana com duas opções: o programa completo da FY, que está aqui, e a cena de abertura da estreia do Cassino do Chacrinha, em 1982, que está abaixo (a propósito: adivinhem quem ele chama de “o homem mais bonito do Brasil”?!)
  
 

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