114º post – MC de 27 de setembro de 2009

28 set
matt damon informante 
 
Os bipolares e até sensatos da Conexão Quase Normal avisam: esqueceram a porta do hospício aberta. Dr. Sigmund Blinder diz que não podemos ser trouxas e sabe que vamos para a cidade santa do Irã, que em seus subterrâneos abriga os planos nucleares do mentiroso Ahmadinejad. A questão filosófica é como atacar as instalações – e é justo perguntar e responder: para que serve a ONU? Enquanto lá metade saem dos discursos de box de banheiro, na reunião do G20 assuntos mais fáceis são discutidos. Ricardo Amorim analisou o protecionismo, que é o ópio da democracia e o veneno do capitalismo, e a sensata e desalentada Angela Merkel tomou Prozac tentando pensar em um grande plano para a Alemanha. Em Honduras, muita gente precisa de camisa de força – inclusive o Lula, que teve a pior semana de política externa na história deste país, conforme Diogo Mainardi disse no MC e em sua coluna O presidente-muamba.
 
No segundo bloco, que começou pela metade e depois voltou ao começo, o assunto foi Glenn Beck, o cara alucinado e antenado nas angústias americanas. Apocalíptico mas às vezes bem humorado, ele é um canastrão que tem um site compreensivo aqui e que ganhou uma reportagem de capa na revista Time aqui. Irmão deficiente de Satã, Beck foi salvo pelos mórmons – mas teria votado na Hitler para presidente dos Estados Unidos. Brasil na imprensa: Mac Margolis escreveu um texto gigantesco na Newsweek sobre a nossa metamorfose ambulante: The most popular politician on Earth.
 
A seguir, a pequena pilha de obras-primas de E. L. Doctorow cresce com seu livro sobre os excêntricos irmãos Collyer, que juntaram 100 toneladas de tralhas em sua mansão. Eles acumularam lixo e eventos históricos – e o livro Homer & Langley, que não é para se jogar fora, tem um trecho publicado na internet aqui.
 
Para terminar, os manhattans dão mais informações sobre o filme The informant!, que tem um  ponto de exclamação que sugere comédia – mas Matt Damon, o James Bond pateta, merece um ponto de interrogação. Quando conseguiu falar e escolher entre ótimo, bom e fraco, Pedro Andrade disse que achou o filme fraco por ser uma obra de Steven Soderbergh. Eu não vi ainda mas acredito que vou concordar com ele, pois o caso de conluio de preços realmente é bizarro – mas pior mesmo é o nome do filme em português, tão ruim que nem ouso escrevê-lo aqui. Aliás, a cada dia me convenço mais que se Paulo Francis deixou o Brasil porque o cinema passava filmes fora de foco, eu também quero ir morar em NYC para nunca mais ter que ouvir os nomes absurdos que as distribuidoras brasileiras dão aos filmes estrangeiros. Nem o Lula é tão burro quanto esta gente!
 
Achei o MC desta semana meio apagadinho. Os manhattans estavam sérios demais, desanimados e cabisbaixos. Será que foram censurados por terem falado do Jornal Nacional na semana passada? As melhores partes do programa foram quando o Lucas trocou o nome da Hillary por Hitler no segundo bloco, e a conversa mais animada e engraçada com o Pedro no bloco final.
  
Momento ManhaTIE Connection: Lucas Mendes, o Milos Forman do ninho, usou uma bela gravata com fundo roxo e pontinhos claros. Ao seu lado, Caio McMurphy Blinder foi com uma de fundo azul – enquanto no balneário Ricardo Ratched Amorim repetiu a gravata lilás com listras de três semanas atrás. E no último bloco o ecológico Chefe Pedro Bromden Andrade escolheu uma gravata verde.
 
MSCL1 Momento My so-called life:
 
My mother’s a behavioral psychologist, and my father’s a Freudian psychiatrist, which basically means they fundamentally disagree on, like, everything.
Brian
 
Bônus da semana: poucos dias atrás eu revi o filme Coal miner´s daughter, que conta a história de Loretta Lynn – e, por consequência, um pouco da de Patsy Cline. Como a metáfora do MC desta semana foi a loucura, aproveito a coincidência e o trocadilho para colocar aqui no bônus uma das grandes músicas do cancioneiro popular americano: Crazy, imortalizada na voz de Patsy.
 
 

Uma resposta to “114º post – MC de 27 de setembro de 2009”

  1. ROSANGELA BERLOFFA :-) às 19:35 #

    O Diogo é ótimo, apesar de ácido. Ele é tipo uma “contra-cultura”, tipo um Michael Moore brasileiro ao contrário(ou na direita).
    Eu não gosto do Arnaldo Jabor, ele faz alguns comentários com ofensas pessoais, o que tira o brilho do que ele diz, prefiro o Diogo

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