117º post – MC de 18 de outubro de 2009

19 out

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Os reservas da Conexão Caixinha-de-Surpresas começaram a partida dando cartão amarelo para três líderes de três grandes países europeus. Ganha uma pizza quem acertar quem são eles – e quem souber responder se é melhor acreditar no Talibã ou no Berlusconi. A história é saborosa, e os manhatteiros acreditaram mais no Berslusconi – pois o Talibã mata mas não mente. Enquanto isso, a economia britânica está em frangalhos e a França mostrou seu lado maranhense com Zidaninho, o moleque filho de Sarkozy que não é qualificado para ocupar uma posição na prefeitura. Nos Estados Unidos, o deputado peso-pesado Charles Rangel fez um gol contra e pisou na bola ao driblar o pagamento de impostos. Ele diz que não fala espanhol e deve ser removido da comissão parlamentar – mas o Harlem vai garantir sua reeleição. E se na terra do Tio Sam o corruptômetro não fornece números precisos, pelo menos o plano frouxo de saúde do Obama vai passar. Para terminar o bloco, Lucas indicou o restaurante Aldea, do chef George Mendes. E se é Mendes, é bom. 

A seguir, os manhatteiros falaram sobre a Austrália – a prisão no fim do mundo que foi colonizada por bandidos e que saltou sobre o buraco da recessão. Bonita e abençoada por Deus, ela tem trigo, minérios e bife no ponto. Sua população é pequena e o seu território é extenso – mas a conexão da Austrália com a China e com os EUA pode embolar o meio de campo. O país é organizado e está com sorte há mais de 100 anos – e a renda per capita é alta porque a capita é pequena. Mais interessante do que terra dos cangurus foi a boa discussão gerada na bancada do MC, que terminou quando a conversa voltou para os Estados Unidos. Lá o direitista Obama foi generoso com os bancos – mas no Brasil muitos banquinhos pequenos tiveram resultados melhores que o Citibank. E no final do bloco descobrimos que a Dona Elinor, que não é economista mas ganhou o prêmio Nobel de economia, tem muito em comum com o barbudinho do PT (o Caio Blinder, não o Lula).

O próximo assunto dos manhatteiros foi Jack LaLanne, o modelo de saúde e controvérsia responsável pela obsessão com a boa forma. Ele está a caminho do centenário, celebrando 95 anos com todo o direito de se exibir – pois tem saúde para dar e (especialmente) vender. LaLanne diz que malhar salva casamentos – mas Caio, que já ganhou 25 libras em 25 anos de casado, não concorda com o marido da Bundinha de Ferro. Lucas entrou para a academia em 1969 e descobriu que LaLanne tem duas fraquezas (carros e vinhos) e que sua dieta é composta por salmão, ovos e frutas – mas que o segredo é mesmo o marketing. O site oficial de LaLanne está aqui, e a página com os episódios de seu programa de TV aqui. Brasil na imprensa: Carlinhos Brown, que inventou o ritmo GRULAC, foi tema de uma matéria de Fernanda Santos para o The New York Times em Musician changes tone of impoverished village, e Diogo Mainardi relembrou uma de suas colunas de 2004: Brasil, cúmplice de um crime.

Para encerrar esta edição os manhatteiros não falaram sobre a ótima estreia da quarta temporada de 30 Rock, mas indicaram o filme The damned united. No site do GNT, nos caracteres que apareceram na tela e nos comentários feitos no programa o filme foi tratado apenas como Damned united, mas eu já o assisti e posso dizer que o nome correto é escrito com o “The” na frente mesmo – e quem duvidar pode dar uma olhada no site oficial aqui para comprovar a grafia correta. O filme conta a história do time Leeds United e do técnico Brian Clough, que tinha excesso de confiança e que dividiu mas não conquistou. Concordo com os manhatteiros que o filme é de primeira, mas achei estranho o fato de eles não terem falado que tudo acontece por causa de uma vingança pessoal de Clough contra Don Revie. A cena dos dois no programa de entrevistas é incrível, e para mim o filme todo foi sobre isso. Mas da mesma forma que quem alcança sempre espera, parece que as pessoas acabam vendo histórias diferentes no mesmo filme – que aliás, ao contrário de alguns programas de TV, tem um áudio perfeito que nos permite ouvir bem todos os palavrões. No momento jabá, Ricardo indicou o livro Brasil pós-crise – agenda para a próxima década, de Fabio Giambiagi e Octavio de Barros.

Esta foi uma das melhores edições do MC das últimas semanas. Desta vez os manhatteiros deram um tempo para Israel e assuntos recorrentes afins e falaram sobre novidades e coisas mais interessantes, e até tiveram uma boa discussão na bancada como não víamos há algum tempo. O filme indicado no último bloco também foi perfeito – não apenas por ser uma boa produção em si, mas por ser uma dica fora do óbvio circuito comercial e que está disponível em qualidade de DVD na internet para que todo mundo que não more em uma cidade civilizada possa assistir também. Pena que o artilheiro Pedro Andrade não tenha entrado em campo – mas em compensação ele fez uma ótima matéria com a Carol Trentini. Gosto muito mais de ver o Pedro entrevistando pessoas assim do que comendo gafanhotos. E quanto ao áudio, o Lucas perguntou se o problema é com o programa ou com o canal, e eu descobri a resposta: é com o canal. Quem assistiu ao Irritando Fernanda Young depois do MC deve concordar comigo: a entrevistada da semana foi a Alcione, que no final cantou uma música para a Fernanda – mas não deu para ouvir nada, pois o GNT cortou o áudio para colocar uma voz anunciando uma entrevista com o Mike Tyson no programa da Oprah. Alguém já viu – ou ouviu – algo assim na televisão? Eu pelo menos nunca soube de uma emissora que cortasse o som de uma artista cantando para anunciar uma entrevista. Viu Lucas, o problema do áudio com o GNT é a educação – ou melhor, a falta dela.

Momento ManhaTIE Connection: já que a metáfora da semana foi o futebol, vou dar cartão vermelho para a gravata marrom com estampa de minhoquinhas do Caio e cartão amarelo para a gravata de listas brancas e azuis (ou pretas?) do Ricardo. Já o Lucas merece ganhar a Copa do Mundo, pois apareceu no MC sem gravata e com uma blusa preta com listras fininhas super elegante. Assim como a ausência de corrupção na Austrália, também é um mito o fato de que basta um homem vestir um paletó e uma gravata para ficar elegante. Por que será que os manhatteiros não aproveitam mais a criatividade e usam roupas diferentes?

MSCL1 Momento My so-called life:

Sometimes it seems like we’re all living in some kind of prison, and the crime is how much we all hate ourselves. It’s good to get really dressed up once in a while and admit the truth – that when you really look closely, people are so strange and so complicated that they’re actually beautiful. Possibly even me.

Angela

Bônus da semana: no post de 25 de janeiro deste ano eu coloquei um vídeo com a melhor cena do cinema australiano – e hoje coloco aqui a segunda melhor.

AVISO: a área de mídia do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com entrevistas de Ricardo Amorim para a Arena Expomoney e para o programa Trip FM. Acesse a página inicial do fã-clube do Manhattan Connection e dê uma olhada :-)

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