126º post – MC de 10 de janeiro de 2010

11 jan

 

A Conexão Sem Dimensão começou com a escalação: pobre, corrupto e
disfuncional, o Yemen está na lanterna. Em busca de santuários alternativos, o terror prospera e a Al Qaeda está em casa na encubadeira de militantes. A questão tem que ser resolvida com bomba – mas como jogar míssel em camelo não resolve, estamos ferrados. Entre asnos-bomba e camelos-bomba, Caio Blinder voltou de Istambul e foi apalpado em todos os lugares: não é discriminação, é estatística. E nos Estados Unidos, depois de uma péssima virada de ano para o Obama, a CIA tem que ser cobrada e não demonizada. Tem que apalpar.

No segundo bloco, a história do mundo é a história da imigração. Um terço da população de New York é de imigrantes, e o programa recebeu a filha de dois deles: a comissioner Fatima Shama. Com pai palestino e mãe carioca, a secretária de imigração não dá nem tira vistos – e também nunca fez um curso para aprender a lidar com imigrantes. A entrevista foi uma das melhores que já houve no MC: as perguntas foram ótimas, e além de simpática a Fatima tem um sotaque super charmoso ;-)

A seguir, Arthur Koestler nasceu em Budapeste e rodou o mundo – e ganhou a biografia definitiva escrita por Michael Scammel em Koestler: the literary and political odyssey of a twentieth-century skeptic. Sim, este é o nome do livro – e não Random house como diz no site do GNT e no release da assessoria de imprensa (Random House é o nome da editora, minha gente!). Humanista e antihumanista, o ex-vizinho do Diogo Mainardi foi estuprado por Simone de Beauvoir e era um cético que acreditava em fenômenos paranormais. A biografia deve ser um primor – afinal, contradições são a essência humana.

Para terminar, o filme Avatar abriu a caixa de Pandora da nova dimensão cinematográfica e superou expectativas – e até os críticos gostaram. O diretor de Titanic não afunda, e seu sucesso é estratosférico. Mas eu não concordo com o Lucas e não acho que esteja tudo azul só porque o cara tem dois filmes que ultrapassam 1 bilhão de dólares em bilheteria: afinal, este resultado é apenas fruto de campanhas de marketing e não de mérito cinematográfico. Vamos por partes com o Pedro Andrade: a tecnologia é inegável – mas o enredo copiado de Pocahontas é infantil, os diálogos são de chorar e o filme é cheio de clichês. A mensagem ecológica é xarope, e eu confesso que nem pretendia assistir ao filme até que o Jorge Pontual me disse que já viu três vezes e adorou. Talvez agora eu assista – mas acho que vou continuar preferindo a sátira do South Park, Dances with Smurfs.

O melhor: Diogo e Ricardo revelando a idade. O pior: A gravata toda torta do Caio. Fórum da semana: Por que ninguém disse ao Caio que a gravata dele estava torta?

 Bastidores do MC: assista aqui e descubra quem não tinha nada para falar na semana passada :-)

 Só para lembrar: o quiz do fã-clube sobre o Manhattan Connection continua no ar! Veja aqui.

Vídeo da semana: Day too soon, com Sia.

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

2 Respostas to “126º post – MC de 10 de janeiro de 2010”

  1. Angelica :-) às 14:48 #

    Ola Marcos,

    Feliz 20-10 pra voce!!!! Muito sucesso e muitas conexoes com a gente, sempre!
    Beijos,

    Angelica

  2. Pequenas Cousas :-) às 9:49 #

    Só uma dúvida, foi nesse programa que o Lucas Mendes elogiou a cobertura do Kovalick na Ásia? Angélica sua memória é biônica?

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