134º post – MC de 7 de março de 2010

8 mar

 

Voltando com o cabuletê, os manhattans começaram falando sobre a América do Sul – a terra sempre em transe onde a coreografia do tango nunca muda. Chorem pela Argentina enquanto a mirongueira Cristina Kirchner mete a mão nos cofres do banco central – pois as Marvinas não podem salvar a marvada (seria melhor ela ter arrumado um conflito com o Paraguai). Caio Blinder, que fez mestrado em masoquismo, explicou como funciona o monstro com duas cabeças e botox: de crise econômica em crise econômica e de crise política em crise política, o peronismo e o caudilhismo são o futuro do PT. Enquanto isso, no Chile o terremoto nivelou por baixo – e no mundo árabe a iracracia promove chances de avanços políticos.

No segundo bloco, a economia azeda, as empresas demitem e as ações sobem. Se na crise as companhias precisam demitir, os argumentos do professor Jeffrey Pfeffer não são páreo para os de Ricardo Amorim, o gênio da brevidade que explicou que não adianta sacrificar o futuro em nome do presente. O pecuarista Caio Blinder lembrou que as demissões são o caminho da boiada mesmo em tempo de vacas gordas, e o jornalista Lucas Mendes chamou o quadro Brasil na imprensa. Nosso país pró-Irã virou manchete no The Wall Street Journal na matéria New hurdle to Iran sanctions, e não houve paradinha nem vento na vela do Aécio que segurasse a revelação sobre José Serra na coluna de Diogo Mainardi. Para terminar o bloco, os manhattans ajudaram a fazer propaganda para a cerveja Devassa – e eu vou fazer o mesmo, colocando o comercial com a Paris Hilton aqui.

A seguir, o programa recebeu a visita de Beti Rozen, da editora Sem
Fronteiras Press
. Beti escreve e publica livros para crianças descendentes de imigrantes com o objetivo de mostrar que a história não é chata – mas em sua entrevista não atingiu esse objetivo, e a única parte interessante do segmento foi a conclusão sobre as três mais importantes expressões em português: bunda, mulata e corrupção.

O MC desta semana terminou com uma conversa sobre as produções de Hollywood, cada vez maiores e piores, e as independentes, cada vez menores e melhores. A bilheteria do canibal Avatar é o país das maravilhas – mas para os indies a situação está preta, e na guerra de Davi contra Golias o futuro do cinema é a TV. Eu sempre preferi os indies, e o Diogo e o Caio têm total razão: ir ao cinema para quê? Eu não piso em uma sala para ver filmes com títulos medonhos – isso sem falar nos que ainda são dublados. Antes do boa-noite, dois acontecimentos dignos de nota: Ricado Amorim assassinou o português – e ninguém corrigiu!!! – e Pedro Andrade ficou ainda mais adorável com carinha de encabulado quando o Lucas mencionou a indicação ao Emmy. Pelo menos o prêmio de Cutest TV host ele leva!

O melhor: Caio Blinder prestando solidariedade a Paris Hilton. O pior: Beti Rozen, que foi sem ter dito a que veio. Fórum da semana: A nível de gramática, vou estar perguntando: falar cada vez menas palavras correta é um pobrema?

Vídeo da semana: Burial, com Miike Snow.

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

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