136º post – MC de 21 de março de 2010

22 mar

Na Conexão Malcriada, o escândalo familiar é o bicho papão que bateu na porta do papa Bento XVI. Onde estavam as autoridades? Rezando pela cartilha do vaticano, a igreja católica enfrenta as acusações com prudência e nunca na história foi tão clara. A imprensa alemã sentiu o cheiro da carniça – mas o pecado do papa é não tratar os abusos sexuais como crime. Zeladora de valores morais absolutos, a igreja promove troca-troca nos seminários e enfrenta problemas financeiros em países europeus prestes a eclodir. Do Vaticano à Terra Santa, a briga entre Estados Unidos e Israel não é jogo de cena: Obama errou, e a contribuição de Lula não foi nem para o bem e nem para o mal – afinal se nem os países ricos têm poder para resolver tais questões, nós temos menos ainda.

No segundo bloco, Bush foi o último presidente WASP. O povo chegou lá em cima e transformou a torre de marfim em uma Babel, mas a confiança nas instituições nunca foi tão baixa. Inspirados pela coluna de David Brooks no jornal The New York Times, os manhattans disseram que o povo agora é elite e ficou confuso – pois o povo não confia no povo para governar. Ricardo Amorim explicou por que a tese de Brooks está furada, Caio Blinder não entendeu e Ricardo resumiu a questão a uma palavra: recessão – ou seja, o Brasil melhorou prá burro e Obama herdou uma bomba.

A seguir, todos os bebês são adoráveis e inocentes. Até o Maozinho era bonzinho – mas será que todos nós nascemos em berço esplêndido? Na comparação entre bebês e nossos meio-irmãos gorilas feita por Michael Tomasello, somos todos altruístas – e egoístas também. Temos as sementes do bem e do mal, e um dos maiores mistérios da vida não foi esclarecido: com que idade um bebê pode procurar por um objeto perdido? O macaco não matou o Brasil na imprensa, e deu Sérgio Cabral e o petróleo na matéria Rio de Janeiro is in fight over Brazil’s oil riches, publicada no The New York Times.

Bebês são do bem, as mães nem sempre. Para encerrar esta edição, os manhattans de NYC comentaram o novo filme de Joon-ho Bong. Com estilo francês, o cineasta é um filho dileto do boom do cinema sul-coreano acessível às platéias internacionais, e seu Madeo (trailer aqui), um sombrio mistério policial, não revela o nome da Fernanda Montenegro da Coréia – mas mãe é sempre mãe, e a do Pedro Andrade deve ter orgulho do conhecimento cinematográfico enciclopédico do filho. Depois da submissão ao regime político, a partir de 2005 o cinema da Coréia do Sul deu uma lavada em Harry Potter e Lord of the rings. Afinando aqui, ajustando ali, Joon-ho Bong pode chegar a Hollywood – mas certamente vai passar longe de Bollywood e Nollywood. Para terminar o programa, Lucas fez uma perguntinha para o Diogo e o Ricardo poderem participar do bloco, e deu a dica do blog do Pedro Andrade dentro do site do GNT: Bloguia de Nova York.

O melhor: Diogo Mainardi quase atropelando um espectador com sua bicicleta. O pior: Diogo Mainardi usando a expressão “nunca antes na história” – em tom benevolente! Fórum da semana: E daí?

Vídeo da semana: obviamente, Good morning com Debbie Reynolds, Gene Kelly e Donald O’Connor.

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

Uma resposta to “136º post – MC de 21 de março de 2010”

  1. Pedro :-) às 9:41 #

    Se o Arnold Schwarzeneger pode, o Lucas Mendes ídem. Se a pronúncia fosse tão importante, o Arnold não teria sido eleito governador da Califórnia.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s