141º post – MC de 25 de abril de 2010

26 abr

 

Os canastrões da Conexão Sombria perderam tempo falando sobre a Tailândia e seu tsunami de protestos violentos. O país ficou para trás na economia e a situação é clássica: os pobres são manipulados por um bilionário ladrão. Como fervor civil não significa maturidade democrática, a massa quer um lugar ao sol e vai ter mais sangue nas ruas. Enquanto isso, a PBS exibiu o documentário The dancing boys of Afghanistan e o papa fez o que podia para prometer justiça às vítimas de pedofilia – menos às de Arapiraca. Neste primeiro bloco os manhattans falaram ainda sobre o episódio de South Park desta semana. O seriado tem senso de humor, mas o Mohammed nem foi o melhor – eu adorei mesmo rever a Barbra Streisand. Aliás, adorei que os manhattans finalmente falaram sobre um bom seriado de TV. Bem que eles poderiam ter aproveitado e falado também um pouco sobre o incrível episódio madonnístico de Glee, e sobre United States of Tara, que deu uma volta por cima e está no ar com uma ótima segunda temporada.

A seguir, o livro The big short: inside the doomsday machine, de Michael Lewis (trecho aqui), conta como os investidores viram o que quase ninguém viu. Os números da economia estão melhores em quase todo o mundo, e quem ouviu o Ricardo Amorim ganhou horrores com a crise. No momento cartomante-quiromante, os democratas e os republicanos estão nas mãos de Wall Street, e no Brasil na imprensa a revista The Economist fez um perfil de Marina Silva em Another Silva.

No terceiro bloco, o imortal está de volta: com mais um Jabuti no colete, Moacyr Scliar foi a New York falar sobre Clarice Lispector. Com caráter universal e componente feminista, a obra e o talento da escritora ganharam um reconhecimento tardio mas não menos intenso. Scliar também falou um pouco sobre tudo que sabe de Mark Twain, e a entrevista foi ótima – e bem mais interessante do que as últimas feitas com os convidados das últimas edições. Parabéns aos pauteiros geniais.

Para encerrar, Lewis Carroll era um matemático que ensinava, fascinava e confundia – e Alice no país das maravilhas sempre foi uma história de muitas dimensões para todas as idades e épocas. O livro é poético e o filme de Tim Burton feito com os trambolhos de 3D que sobraram de Avatar não é dos melhores – mas é good enough. Ricardo Amorim foi mais poético que Carroll e Burton juntos e disse que a dimensão mais importante é a quinta: a imaginação. Os manhattans falaram mais sobre Alice in Wonderland – mas eu não vou falar mais nada pois me recuso a dar atenção a um filme que foi lançado dublado nos cinemas brasileiros. Este sim é um pecado que o papa deveria condenar com veemência – afinal assistir ao Johnny Depp dublado em português causa danos irreversíveis ao cérebro.

O melhor: A noção de tempo dos manhattans (de acordo com o Caio, South Park está no ar há 200 anos – e segundo a Angélica, a Terra só
existe há 40). O pior: A câmera fora de foco no terceiro bloco. Fórum da semana: O MC vai ter mais Momentos Angelicais?

Vídeo da semana: Until, com Sting.

Página inicial do fã-clube do Manhattan Connection

2 Respostas to “141º post – MC de 25 de abril de 2010”

  1. wania :-) às 20:22 #

    Marcos, tudo bem com você?
    Falando em séries de TV, além das citadas por você, que também acompanho, há “Brothers & Sisters” com um elendo de primeira : Sally Field,Calista Flockhart,Rob Lowe e outros…vale a pena avaliar.

    E realmente, Alice dublado é ” de lascar”.

    Abraços e boa semana para vc!

  2. Marcos Alexandre :-) às 12:46 #

    Vejo Brothers & Sisters sim, mas não considero o melhor…

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