147º post – MC de 5 de setembro de 2010

6 set

Meus colegas quiromantes da Conexão Cigana começaram falando sobre mais um aniversário do 11 de setembro. Como Obama está por baixo, o salto é menos mortal – mas ele tem cada vez menos rede. O problema é conter o programa nuclear iraniano, e quem não morreu acha que a condição uma droga. O realista Ricardo Amorim sempre avisou que a economia não se resolveria em 4 anos nos Estados Unidos, e enquanto isso a Europa enfrenta velhos problemas sem uma solução na palma da mão: os judeus deram uma subidinha, mas os ciganos continuam com seu estigma social desde o século XI e ainda não querem fazer parte da sociedade maior – exceto pelo cigano que está tentando seduzir o Diogo Mainardi fazendo serenatas debaixo da sua janela em Veneza.

No segundo bloco os manhattans conversaram com Larry Rohter, autor de Brazil on the rise – the story of a country transformed (site aqui, trecho aqui).  O livro é sobre um país que não está nas manchetes mas está nas notícias e não é para brasileiros. Segundo o autor, o Brasil é um dos países do futuro – e além do perigo do ufanismo há o nosso calcanhar de Aquiles: a questão racial. Rohter morou no Brasil e foi alvo do espasmo autoritário de um presidente idiota moral e intelectual – mas para tristeza do Diogo, ele também sabe destacar os pontos positivos dos militares, do Fernando Collor e, pior de tudo, da música popular brasileira.

A seguir, o assunto foi a ficção mais aguardada do ano: o livro Freedom (trecho aqui), de Jonathan Franzen – um pretensioso gigante literário que cresceu no meio-oeste, foi capa da Time (leia o artigo aqui) e é a voz do mundo que está acabando. Freedom pode ser um livro para o Obama e para a Oprah, mas tem o mérito de ser sobre o que é humano e não ter vampiros nem bruxinhos. A conversa literária tomou um rumo filsófico e os manhattans falaram sobre Eça de Queirós, Thomas Mann, Érico Veríssimo e Tolstói – mas a melhor parte foi Caio Blinder ter resumido o livro de Franzen em apenas uma frase, logo no início: quem tem liberdade, desbunda.

Para encerrar, o filme comentado da semana foi The Tillman story. Chocado com o 11 de setembro, Pat Tillman deixou uma carreira milionária no futebol e morreu no Afeganistão em um caso de fogo amigo. Para Pedro Andrade, o documentário deixa uma sensação de revolta ao mostrar a luta da família pela verdade – mas não muda nada. Pelo menos o estilo do diretor Amir Bar-Lev é diferente do de Michael Moore: mais baseado em fatos, ele humanizou o mito de Tillman. Depois de misturarem alhos com bugalhos, os manhattans encerraram o programa mostrando a música Fuck you (clipe aqui) e a entrevista de Pedro Andrade para a revista Chiques & Famosos (pequeno trecho aqui).

O melhor: Diogo Manardi ter superado o complexo de Norma Desmond (no programa passado a toda hora parecia que ele ia dizer I am ready for my close-up, Mr. DeMille). O pior: o hair-do (ou seria o hair-don´t?) do Larry Rohter. Fórum da semana: por que o GNT tirou do ar a reprise da madrugada do Manhattan Connection – e a substituiu por um documentário sobre o clitóris? 

PS – a campanha Manhattan Connection na Globo Internacional continua. Para participar, clique aqui.

7 Respostas to “147º post – MC de 5 de setembro de 2010”

  1. Ana Podder :-) às 13:23 #

    Brilhante Marcos agradeco a sua dedicacaum a esste blog!!!
    sobre o forum da semana,ahhhhhhh a substituicaum foi sobre o “clitoris”,desisti da globo aos domingos…Tks!

  2. Cida :-) às 15:04 #

    Forum da semana: Clitoris

    Olha, diante de tal espatafurdia somadas á tantas outras, minha humilde, porem eficaz sugestação e dar inicio a um manifesto contra a emissora internacional.

  3. Marie :-) às 5:43 #

    Marcos Grazie mille!
    corri aqui para acha o link da musica!
    :O)

  4. Tomas :-) às 18:34 #

    Só eu acho o clitóris mais interessante que o bronzeado do Diogo Mainardi?

  5. Ana Beacqua :-) às 20:09 #

    O pior p/ mim foi o Ricardo falar que o Iraque tava melhor com Saddam!
    E ainda acho q o Diogo ta isolado! Não flui muito bem ele tão longe.

  6. Tiago :-) às 10:58 #

    Qual foi o comentário sobre Èrico Verissimo?

  7. Marcos Alexandre :-) às 11:13 #

    Oi Tiago, eles falaram sobre O tempo e o vento, eu acho. Veja o programa na internet para saber exatamente :-)

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