150º post – MC de 26 de setembro de 2010

27 set

No primeiro bloco da Conexão Gritos e Sussurros, as personas falaram sobre eleições: o lulismo está em cheque e Chávez quer pulverizar a oposição. Depois de uma breve propaganda gratuita de Detefon, o maior pé frio eleitoral do planeta deu seu voto para Dilma – mas ninguém sabe quem é esta mulher. Enquanto isso, o grande exemplo de tédio e normalidade descambou para a direita: a Suécia não é mais aquela e está quase melhor. Nem Bergman viu os pesadelos da realidade – e eu fiquei tanto tempo tentando entender o que significa o verbo “trunchar” (ou é “trunxar” com x, Lucas?) que acabei não prestando atenção ao que os manhattans falaram no resto do bloco. Só lembro que o Caio Blinder disse que o Brasil é tão atrasado que a Europa foi para a direita e o Brasil para a esquerda. Falando em Caio, dois podcasts dele sobre estes assuntos eleitorais estão no ar: O mundo mudou, e nem a Suécia é a mesma e Eleições parlamentares serão plebiscito de Chávez.

No segundo bloco o MC recebeu pela segunda vez a visita de Paulo Bilkstein, que mora no Vale do Silício e fez a escolha certa indo parar em Stanford. Paulo lembrou que a educação não é um problema só do Brasil e disse que a escola deve ser um lugar que crie pessoas que falem “vou pensar” em vez de “não sei”. As estatísticas são enganosas e medem coisas obsoletas – mas não adianta escolher um culpado, nem assistir a Waiting for Superman.

A seguir, tea please: filho de irlandeses, o rei do chá não estudou mas ensinou a fazer negócios vendendo um produto bom, barato e embalado. Thomas Lipton também fazia muitas sacanagens: era gay, filantropo, amigo do rei e colocava a mão na massa – mas nunca perdeu o rumo da prosperidade, e sua filosofia de autopromoção está retratada no livro A full cup: Sir Thomas Lipton´s extraordinary life and his quest for the America´s Cup, de Michael D´Antonio, e na coluna O Tea Party e o cha cha cha, de Lucas Mendes.

A cafeína do chá não é tão boa quanto o álcool do absinto, e o futuro é sombrio no novo filme de Mark Romanek: no último bloco, os manhattans comentaram a versão cinematográfica do livro de Kazuo Ishiguro que vendeu como água. Never let me go fala sobre o fim da idade da inocência, e Pedro Andrade foi, chorou e gostou. A produção não deu tutu mas é um espetáculo – e não teve a baboseira da revolta dos clones. Eu confesso que não tinha me interessado pelo filme, mas fiquei com vontade de assistir depois do que o Pedro o comparou ao último episódio de Six feet under, simplesmente o melhor e mais emocionante series finale do mundo. Eu tenho o CD Everything ends e não posso ouvir a música da última cena sem chorar – diferente de certos manhattans que, conforme descobrimos, não têm alma.

O melhor: Caio Blinder dizendo quem é o Tiririca dos Estados Unidos. O pior: a falta de cuidado com o visual no MC. O cenário atrás do Ricardo Amorim é a coisa mais feia da TV, o Diogo Mainardi parecia a Medusa com aquele cabelo trunchado, e ninguém deveria ter permitido que o Paulo Bilkstein ficasse em frente a uma câmera com aquela roupa. Claro que o conteúdo jornalístico e intelectual é o mais importante do Manhattan Connection, mas em um programa de televisão a imagem também conta – e parece que ninguém está lembrando disso. Fórum da semana: o que aconteceu com os óculos do Lucas?

Aviso: a área de mídia do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com dois novos vídeos: entrevista de Angélica Vieira para a Par*is Fashion Mag e vídeo promocional da BrazilFoundation com Pedro Andrade. Acesse a área de mídia do fã-clube aqui.

  

2 Respostas to “150º post – MC de 26 de setembro de 2010”

  1. Debora :-) às 13:43 #

    Amigos, vejam a surra que o jornalista Luis Nassif recebeu de um blogueiro de Curitiba: http://migre.me/1pINJ

  2. Marcos Alexandre :-) às 14:19 #

    Oi “Debora”, este é o seu segundo comentário aqui no blog, mas não aprovarei mais caso você não use seu nome e e-mail corretos, OK? Pode comentar o que quiser, postar links, etc. – mas use suas informações verdadeiras. Ou você tem algo a esconder? Um abraço.

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