152º post – MC de 10 de outubro de 2010

11 out

Segundo os meninos maus da Festa do Bode Connection, a grande Noruega avançou sobre a pequena China: o subversivo Liu Xiaobo, que negociou com os gorilas e pegou onze anos de cana, ganhou o prêmio Nobel da paz e lê Kafka o dia inteiro. O prêmio é simbólico mas importante – e foi tema desta coluna de Caio Blinder. Enquanto isso, Ahmadinejad, o amigo do Lula, joga pedras em Israel – e a muralha contra a China cresce. A moeda é multifacetada e a direção está dada: a Europa se uniu na guerra da desvalorização mental dos democratas e republicanos americanos.

No segundo bloco, só faltam três semanas para as eleições. Os verdes decidem por aqui, e os Estados Unidos já viram este filme. A chaleira de Carl Paladino está fervendo: ele não quer ganhar o Oscar mas com sua demagogia promete derrubar o sistema. O candidato reflete a frustração contra a classe política corrupta – mas é hipócrita, quadripolar e completamente aloprado, como explica Lucas Mendes em sua coluna A fervura do paladino. Conclusão: cada país tem o Tiririca (e a Roseana Sarney) que merece.

O assunto seguinte foi a inglesa escrevinhadora incansável e dois novos livros que desvendam seus mistérios: Duchess of death: the unauthorized biography of Agatha Christie, de Richard Hack (trecho aqui) e Agatha Christie´s secret notebooks – fifty years of mysteries in the making, de John Curran (entrevista compreensiva com o autor em português aqui). Diogo Mainardi prefere Dashiell Hammett e Raymond Chandler, mas eu concordo com o Caio e com o Ricardo que Agatha Christie criava uma cumplicidade única com o leitor e o mais importante era o quebra-cabeças. A duquesa da morte teve um marido bananão e nunca ganhou um Nobel – ao contrário do nosso vizinho Mario Vargas Llosa, a llama que levou o prêmio atrasado e merecido por politicagem e que deu um soco em Gabo García Márquez.

Para encerrar, o Facebook é uma revolução social que começou em um dormitório de estudantes carentes em Harvard. Não dá para confiar em tudo mas não dá para ignorar o filme The social network, um sucesso de crítica com bilheteria satisfatória. As redes sociais aproximam as pessoas distantes e afastam as próximas – mas há gente que quer distância da promiscuidade da internet. Até agora o que mais havia me atraído no filme era a música de fundo do trailer, mas depois dos comentários do Pedro Andrade vou dar uma olhada quando ele chegar por aqui – isso se o nome em português não for algo como Eu quero ter um milhão de amigos.

O melhor: o pau do Caio. O pior: a explicação sobre a censura no programa da semana passada. O Lucas falou que os comentários do Marcelo Madureira foram cortados porque a lei eleitoral proíbe ofender um candidato – mas o Lula, graças a Deus, não é mais candidato a nada. Portanto, não havia motivo para censura. Fórum da semana: Por que não pediram a Evans? 

Se o MC é censurado, a internet não é. Então quero deixar aqui no blog os comentários cortados do programa da semana passada:

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