170º post – MC de 28 de março de 2011

28 mar

Os arretados da Cabra da Peste Connection não sabem se Obama é havaiano, keniano ou marciano – mas sabem que ele está cercado de muié macho: as valkírias guerreiras diplomatas chefiadas por Luiz Gonzaga e Hillary Clinton. Aliás, na Casa Branca tem muié macho até demais. Inclusive a sogra. Caio Blinder previu o passado e Diogo Mainardi viu que no futuro quando acabar a bala virá a bandeira branca. E se no Oriente Médio 32 bilhões de dólares resolvem muitos problemas, na ONU a África ficou embaixo do muro querendo violência sem violência. Caio achou que foi muita safadeza e Ricardo Amorim deu o melhor e o pior cenário do mundo árabe. Por sinal, ambos melhores que o cenário de incerteza atrás dele.

A seguir, quando os óio verde da Rosinha óiam para a prantação, eles veem o tsunami da classe C. Os novos ricos estão mais ricos e os novos pobres estão mais pobres. Na visão econométrica, a pirâmide virou losango: 53% da população brasileira é de classe média, os Estados Unidos se transformaram em uma república de muitas bananas e a Europa não cresce e continua engessada. Principalmente Portugal, onde a economia de vidas secas vai transformar o rio Tejo em sertão. Enquanto isso, no Brasil o PT nunca vai ficar pobre de votos com sua estratégia de aumentar a dependência e botar a mão no dinheiro. 

No terceiro bloco, a safra de filmes comerciais é maior e pior. Hollywood está seca de temas internacionais e está longe de ser um mundo melhor como a Dinamarca. Pelo menos em New York o cinema independente tem vez com o filme Miral, de Julian Schabel, que é ruim e sem graça mas virou manifesto político. Lucas Mendes andou lendo o dicionário de traduções das distribuidoras brasileiras de filmes, e disse que Miral é um filme muito antecipado. Na verdade anticipated quer dizer aguardado, esperado. Algo como o lançamento das camisas-vestido da Elizabeth Taylor – que aliás deve ter revirado seus óio no túmulo com a homenagem que recebeu dos manhattans. Ela não tinha boas proporções de peito, penas e bunda – mas tinha bons óio e bons dentes, apesar não sorrir. Mas algum tempo antes dela outra bela atriz também nunca sorria, lembram? De qualquer forma, o podcast do Caio sobre Liz Taylor está aqui. O dicionário inglês-português dos manhattans eu não sei onde está. Mas sei que além do condomínio e do compromisso do Caio, do antecipado do Lucas, do amenidades do Pedro e do assumir e do conselheiros municipais do Ricardo, outros dois verbetes dele são lady e broad. Lady significa “lady” e broad significa “pessoa que gosta de comida de bar.” Deve ser por isso que o musical Give my regards to Broadway chegou aqui com o título de Dê meus regadores no caminho das pessoas que gostam de comida de bar.

Fã-clube do Manhattan Connection

2 Respostas to “170º post – MC de 28 de março de 2011”

  1. Emerson :-) às 18:17 #

    Gostaria de parabenizar o blog e os comentários interessantes a respeito do programa MC.
    Neste último programa percebi que o Diogo Mainardi teve uma participação reduzida.Será estão limitando seus comentários?

    Abraço a todos do blog.

  2. rubia kapusta :-) às 23:36 #

    Alexandre, voce e realmente muito bom nos seus comentarios sobre o programa. Esse ultimo foi bom demais. Abrs

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