185º post – MC de 18 de setembro de 2011

19 set

Segundo os pestes da Conexão Coco no Chão, Medvedev dançou ao som da balalaika kitsch no baile da censura. O paspalho é um mero fantoche que ainda está dançando – e que vai dançar mais ainda quando o rei do baião voltar ao poder. Saindo do samba, o vírus da rebelião se espalhou e fez o coqueiro balançar na África e naquela ilha caribenha. Caio Blinder não é o rei da cocada mas contagiou-se com a matéria The worst of the worst: revisited, da Foreign Policy. E enquanto Diogo Mainardi espera que o espirro caia em cima da África, Ricardo Amorim dá boas sacadas na Europa – e de longe vê a Dilma dançando em cima do muro da ONU com o fantasma de Oswaldo Aranha.

A seguir, os manhattans receberam o convidado Bernardo Paz, jardineiro que criou Inhotim – e que pelo jeito deve cultivar (e consumir) outros tipos de plantas também. Ele entende de pessoas, de economia e de terrorismo e criou a imagem da vida contemporânea que torna a pessoa mais inocente, mais criativa e melhor – e por isso é o homenageado deste ano da Brazil Foundation. Bernardo fez 50 anos em 5 e parou nos anos 70 com sua filosofia riponga, mas de qualquer forma Inhotim parece ser um admirável mundo novo que vale a pena ser visitado – mesmo que esteja infestado por arte brasileira contemporânea.

No terceiro bloco, Pedro Andrade foi contagiado por Contagion, último filme de Steven Sôderbérgui, um dos mais ecléticos diretores e o segundo a ter duas indicações ao Oscar no mesmo ano – feito apenas alcançado por outro fulano em 1938. Por dinheiro, por amor e por paranoia, Sôderbérgui fez um filme para amedrontar as pessoas com um vilão óbvio, mas por mais que o Pedro tenha gostado eu não pretendo assistir. Há poucas semanas assisti a Mildred Pierce (um filme de 1945 dirigido por aquele fulano) e pretendo continuar na linha 40’s por enquanto – pelo menos até o MC indicar um filme realmente interessante. Para encerrar, os manhattans falaram sobre o livro vagabundo The rogue – searching for the real Sarah Palin, de Joe McGinniss. Nele o autor revela com quem Sarah Palin dormiu, o que cheirou e o que deixou queimar na cozinha – e provavelmente se ela também dançou a dança caribenha com os policiais de New York.

Para encerrar uma conexão com tantas dancinhas (em que só faltou a da Elaine em Seinfeld), fiquem com o nosso DJ preferido, Pedro Doce de Coco Andrade:

Fã-clube do Manhattan Connection

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