A Conexão Cavalo de Tróia começou jogando cicuta no calcanhar de Aquiles da Europa. A Grécia é o primo pobre e sua economia está em ruínas – e o socorro dos primos nem tão ricos assim anuncia uma tragédia grega. Especialista em Turquia, Caio Blinder explicou que a Grécia é um Brasil (ou uma Argentina?) onde se fala grego – e Ricardo Amorim disse que se os PIIIGs ruírem, a Europa toda vai junto. Conclusão: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, e pobre é bom. Mudando de rumo, a Ucrânia não tem acrópole mas é uma ruína – e o único vencedor da eleição será a Rússia. Enquanto isso, o milagre japonês já acabou em 1994, um Toyota é uma máquina perigosa e nem o sumô tem credibilidade.
No segundo bloco, Barack Obama não consegue fechar Guantánamo nem julgar suspeitos – e o próximo ataque terrorista pode vir de baixo e de dentro. A matéria The jihadist next door, publicada na revista do The New York Times (leia aqui), mostra que a distância entre o sul dos Estados Unidos e o norte da África pode ser pequena – e os perigos imensos. A irmã virou hippie, mas o moleque doidaço Omar Hammami pirou e virou um poster boy para o pessoal da Al Qaeda. A conexão do Brasil com o Irã pode ser uma cascata, mas os gays nas forças armadas ainda dão babado. A bomba explodiu por aqui também, e Diogo Mainardi disse pouco mas disse tudo: há alguma coisa mais gay do que um bando de homens sarados que adoram fardas e tomam banho juntos? Eu também acho que não.
A seguir, os presidentes vão – mas Helen Thomas, que em geral se dá bem com eles, fica. A repórter cobre a Casa Branca há 50 anos, e do teletipo ao Twitter já ouviu muita cascata e tem muito a dizer ao Mr. President no livro Listen up, Mr. President: everything you always wanted your president to know and do (site aqui, trecho aqui). O sitting Buddha Diogo Mainardi não conseguiria fazer tal trabalho infame – mas necessário. Brasil na imprensa: deu São Paulo afogada.
Para terminar, em vida já reverenciado como o maior escritor russo, Leo Tolstoy morreu com 82 anos de idade como patrimônio da humanidade – e o filme The last station acompanha seus dias finais com a condessa Sofya. Pseudo celibatário e vegetariano, o rapaz sabia como contar uma história e Helen Mirren e Christopher Plummer foram indicados ao Oscar – mas não vão levar. Nesta semana não tive tempo de assistir ao filme comentado no MC, então vou confiar na opinião do Pedro Andrade que The last station não é um espetáculo – mas é digno. Os manhattans falaram ainda sobre o Oscar – e se o James Cameron ganhar eu nunca mais vou entrar em um cinema.
O melhor: A jaqueta de couro do Pedro Andrade. O pior: Ricardo Amorim ter dito que a sexualidade é uma “opção”. Há muito tempo a ciência já comprovou que a sexualidade não é opção, e uma pessoa tão inteligente e bem informada como ele deveria saber disso. Fórum da semana: Quem são os Apolos – e quem são as Cassandras – da Conexão?
Bastidores do MC: assista aqui ao papo futebolístico entre Ricardo Amorim e Diogo Mainardi :-)
Vídeo da semana: Who will comfort me, com Melody Gardot. Obs: o nome da música está escrito errado no site do GNT – mas menos desta vez foi apenas um erro, e não dois como na semana passada…
Aviso: a área de mídia do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com arquivos de entrevistas de Paulo Francis, Arnaldo Jabor e Nelson Motta ao programa Roda Viva.

Escrito por Marcos Alexandre 
