Os falsos brilhantes da Conexão Baú do Tesouro começaram a edição desta semana anunciando escândalos de cama, meia e panetone. Em Honduras o Brasil começou a sair de fininho, e vai se render no dia 27 de janeiro – data em que o novo e legítimo presidente (que será ruim como os de ontem, de hoje e de amanhã) tomará posse. Caio deu uma de Zina e mandou um salve para o presidente da Costa Rica, e Ricardo explicou que a crise americana já passou - mas que a recuperação forte e sustentada ainda está longe, pois os Estados Unidos ainda estão rodando a maquininha de imprimir dinheiro feito uns malucos. Na conversa sobre Obama, Lucas impediu que a granada do Caio explodisse o português – mas o tigrão não conseguiu terminar sua pérola de raciocínio e só disse que o problema da guerra é difícil de resolver. Enquanto isso, os reinos da Dinamarca, da China e dos Estados Unidos continuam podres e estão baseando suas metas climáticas em ideias erradas. Até a Rússia fez uma malandragem – e o Lula cheio de gás é um perigo. Antes do fim do bloco, Ricardo fez o primeiro momento jabá e indicou o livro Superfreakonomics.
A seguir, o mar de Dubai não está para peixe. No pobre vilarejo de
pescadores os dubaianos acabaram com o petróleo e construíram ilhas artificiais que o mundo comprou. É uma coisa cafonona – mas a parte boa é que a mania de grandeza do sheik Mo pode ser um farol de abertura no oriente médio. E enquanto os dubaianos ouviam Caetano Veloso e comiam acarajé, os brasileiros assistiram a mais uma disputa entre quadrilhas no escândalo panetonegate. Brasil na imprensa: além dos editoriais, deu o filme para cegos Além da luz.
No terceiro bloco o assunto foi a revista National Geographic, a bíblia da fotografia que lançou o livro National Geographic image collection (trechos e fotos aqui) com imagens icônicas e algumas nunca publicadas. A National Geographic foi lançada em 1888 – mas era chata até que Graham Bell, um rapaz esperto, revitalizou a revista com fotos e a transformou em um arquivo da humanidade. Mas hoje o espaço está contaminado - e por ironia da história a revista de Graham Bell será derrubada pelos idiotas que fazem filminhos em seu telefones celulares. Antes de irmos para o intervalo com o abusado Pedro Andrade, Lucas mostrou a matéria Portraits of power publicada pela revista The New Yorker. Para ver as fotos e ouvir comentários do fotógrafo Platon clique aqui.
A conversa no quarto bloco foi sobre as pérolas negras do cinema americano. Nem tudo é um conto de fadas como na história da primeira princesa negra da Disney: em Precious a história é pesada, e Blind side pega a bola e segue o mesmo enredo precioso. Os adolescentes são vítimas de abusos e os blogs dubaianos acham que esses filmes degradam as famílias negras – mas o final do ano pede redenção, e o Oscar vai para a Mo´Nique. Não pretendo ver Blind side e ainda não consegui assistir a The princess and the frog (que eu vou ver mesmo sem ter principinhos), mas vi Precious e fiquei impressionado. O Pedro já tinha dado a dica no Facebook há um tempo, então dei uma olhada no filme assim que ele ficou disponível. Mo´Nique está realmente incrível e Precious é bom – mas é tãããããão pesado que eu tive que ver em três partes para amenizar um pouco a história da menina que, como Tiger Woods, não para de levar tacadas. Caio fez uma análise de tigrão para tigrão e explicou que o sexo com a sueca secou – mas como Woods tem sangue verde de grama e de grana, ele quer a garçonete, a privacidade e a sueca que está bem na fita. No fim do bloco, mais um momento jabá: o livro O sono do meu bebê, de Renata Soifer Kraiser.
O cenário tomara-que-caia ainda não caiu – mas os manhattans não se deixaram abater e estavam de super bom humor nesta edição. O Pedro aprendendo a dançar em um palco da Broadway fez meio mundo querer mudar de profissão e ser professor de dança, e o Lucas corrigindo o Caio – e o Diogo perguntando “você terminou o raciocínio?” – foi um momento digno de entrar para os arquivos antropológicos da National Geographic. Só faltou os manhattans terem falado sobre The Cleveland show – afinal, o spin-off de Family guy estrelado por uma família negra é quase tão controverso quanto os filmes comentados e não está agradando a gregos e dubaianos como a Fox esperava.
Momento ManhaTIE Connection: será que foi coincidência o fato de os três manhattans de NYC usarem gravatas vermelhas? Vendo-os assim a primeira imagem que me veio à mente foi Brian Griffin, que quando quer se vestir mais arrumado coloca uma gravatinha vermelha pendurada na coleira. Mas não me interpretem mal – comparar alguém ao Brian é um elogio, pois Family guy é a melhor comédia da TV e o Brian é o melhor personagem. Sendo assim, esta semana o Lucas, o Caio e o Pedro ganharam o troféu Brian Griffin, uma taça de martini e um exemplar do livro Faster than the speed of love. E o Ricardo, o único diferente com uma gravata lilás de listras, ficou com a medalha My precious.
How did locking kids in their room get such a bad rap?
Graham
Bônus da semana: os manhattans do balneário costumam confundir fotógrafos. Uma vez o Ricardo pensou que a Annie Leibovitz era homem, e agora o Diogo achou que o Richard Avedon, que morreu em 2004, tinha feito as fotos para a matéria Portraits of power publicada esta semana na revista The New Yorker – o que seria impossível, pois quando Avedon morreu muitos dos retratados não estavam nas posições de liderança em que estão hoje. Resolvi então colocar aqui no bônus o trabalho de um fotógrafo inconfundível: Bruce Weber, o meu preferido. Trata-se do clipe da música Se a vida é, da dupla Pet Shop Boys, dirigido por Weber nos anos 90. E com este clipe faço também uma conexão especial com o Carlo Gomez, leitor do blog que mora em New York e que me mandou um DVD raro do filme Chop Suey – uma obra do Weber que eu sempre quis ver. Obrigado, Carlo!


Escrito por Marcos Alexandre 



Escrito por Marcos Alexandre 

Escrito por Marcos Alexandre