Bônus da semana: o resumo de tudo que aconteceu no primeiro episódio de True Blood, novo seriado de Alan Ball na HBO, sobre o relacionamento entre um vampiro e uma garçonete que, como o Ricardo Amorim, consegue ler pensamentos. Eu estou baixando os episódios todas as semanas - já está no 5º - e estou gostando. O tema é bizarro e a produção não se compara a Six Feet Under, mas só por ser o novo trabalho do Alan Ball já vale uma olhadinha. Assista ao clipe abaixo e veja se o seu sangue ferve por Bill e Sookie (ou pelo Jason…).
AVISO: a área de mídia do fã-clube do Manhattan Connection foi atualizada com o vídeo “Diogo Mainardi e as críticas”, matéria exibida no programa Happy Hour. Ah, e o link para as colunas periódicas de Lucas Mendes na BBC está arrumado, e agora leva direto a uma página com todos os textos dele em ordem cronológica. São mais de 500. Ótima dica de leitura, hein?! ;-)
Músicas e locais da semana: 1 - Exposição Great Power, de Martha Rosler no Mitchel-Innes & Nash. Música: Zala, com Lionel Loueke. 2 - Musical Thais, no Metropolitan Opera House. Música: original do espetáculo. 3 - Musical Fela, no 37 Arts Theater. Música: original do espetáculo. 4 - (Boa noite) - Filme: Trocando as bolas. Local: New York Mercantile Exchange. Música: The marriage of Figaro: Overture, de Mozart.
Bônus da semana: a high school americana pode ser ruim - mas é o mundo em que se desenrola a trama de um dos melhor seriados já feitos: My so-called life. Apesar de parecer mais uma série teen, My so-called life é muito mais do que isso. Quem assistiu, sabe - e quem não assistiu pode comprar o box recém lançado pela Shout e comprovar que esta produção de 19 episódios exibida no início dos anos 90 continua sendo a que tem o melhor texto jamais escrito em toda a história do Universo. Para relembrá-la, dentre as várias seqüências disponíveis no YouTube selecionei a cena do mal-entendido quando Jordan Catalano canta Red.
- Videochat com Caio Blinder
- Paulo Francis e a memória de um tempo em crise - reportagem do Fantástico em 1994
- Entrevista de Paulo Francis a Lucas Mendes em 1980
A Conexão da Candinha começa o primeiro bloco no chiqueiro, falando sobre Sarah Palin e o batom no porco (ou na porca) do Obama. Esperem - foi isso mesmo? Ninguém sabe quem chamou quem - só sabemos que Obama vacilou no “momento errado” (se é que há momento certo para vacilar) e que além da Miss Piggy nenhum porco pode usar batom. Esta semana o GNT vai exibir uma entrevista de Obama a David Letterman - mas um pedaço dela, e a explicação do candidato sobre quem é o batom e quem é o porco, você pode ver no YouTube aqui. Enquanto isso, Sarah-Cura segue trocando fraldas e cortando bifes, e Caio Blinder dá aulas de fitoterapia em suas colunas diárias. E na Bolívia, a campanha perpétua é suja e tem agendas conflitantes. O Brasil deve falar grosso - mas não vai. Quem passou batom no focinho do Chávez?
A seguir, Robert Shiller e a porcaria do mercado: ele sacou a exuberância da bolsa e agora apresenta a inovação e a transparência como os pilares da solução para a crise americana, educando os (in)felizes pagadores de hipoteca na ética protestante. Enquanto o governo intervencionista e comunista (??) salva a Freddie Mac e a Fannie Mae, aproveite para ver a página oficial de Shiller aqui e para ler um trecho do livro The subprime solution: how today’s global financial crisis happened, and what to do about it. Brasil na imprensa: o “boom-da” casa própria na matéria Brazil nuts - a housing boom has investors swooning, publicada na The Ecomist.
No terceiro bloco, as angústias do mauricinhos e das patricinhas fofoqueiras do seriado Gossip Girl são uma boa pausa para a eleição. Em um país obcecado pela juventude e pela aparência, a série é uma espécie de Sex and the city para adolescentes - mas é também um novo modelo de negócio baseado no zum-zum-zum. Eu até tentei ver um episódio - tem uns preppies bonitinhos, mas não dá para engolir aquela protagonista feia e com cara de trintona interpretando uma teenager. Anyhoo, falar de uma série de TV que sobrevive sem audiência foi uma boa sacada do Caio, e inclusive troquei
e-mail com ele hoje comentando que, apesar de tudo, Gossip Girl tem o mérito de lucrar sem depender dos anunciantes dos intervalos comerciais, pois vende livros e dribla a pirataria colocando episódios na internet com legendas e de forma gratuita e legal em seus sites oficiais nos EUA e na América Latina. E enquanto o Caio falava, Lucas aproveitou para procurar a matéria Most wanted war criminals, publicada na Adbusters.
E já que estamos falando de futilidades: Descubra quem é você em Gossip Girl fazendo o teste da Capricho aqui (eu queria ser o Dan, mas o teste disse que sou a Blair…Hummmm…) e veja o momento styling: [na semana passada parecia que o Lucas estava com a gravata que o Caio havia usado na semana anterior. Nesta, parece que o Caio estava com a mesma gravata que usou na edição passada do programa. Será? São tantas gravatas que estou confuso - só sei que a melhor da bancada foi a do Ricardo: de estilo seventies, ficou ótima com a camisa branca e o terno preto (um dia ainda vamos descobrir porque ele preferiu a carreira de economista ao glamour do mundo dos top models internacionais). Lúcia estava com um casaquinho bordô singelo e comportado que não era feio - mas que nem se compara às roupas que ela estava usando antes das férias. Será que ela perdeu a bagagem? O Diogo cortou o cabelo - assim como o Lucas, que por ter garimpado uma camisa azul de tom perfeito para combinar com o terno chumbo e a gravata indiana, merece o Oscar de melhor figurino da semana]
Para terminar, a identidade étnica pode não ser importante - mas Vik Muniz é o artista plástico brasileiro mais bem sucedido nos Estados Unidos: ele é escultor e fotógrafo, paga aluguel caro e tem dinheiro de sobra para a cerveja. O ilusionista que migrou para os EUA por causa de um tiro busca inspiração no Chacrinha para trair e seduzir ao mesmo tempo - é tudo uma questão de conveniência e contexto. E mesmo que, assim como a arquitetura mineira, a arte brasileira não exista, a participação do Vik no MC foi ótima - a entrevista fluiu e foi bem interessante. Para saber mais sobre o artista, acesse seu site oficial.
Last but not least: vale um destaque para as análises e dicas econômicas do Ricardo. O momento de “consultoria” dele está se tornando um ponto alto do programa, com uma visão correta e muito inteligente sobre a economia mundial - pelo menos para quem presta atenção ao que ele diz.
Fórum da semana: como o Brasil deve tratar o Evo Morales? Diogo disse: “na paulada”, e Lúcia “com objetividade”. Os dois estão certos - mas a resposta mais prática foi a do Ricardo, que disse simplesmente: “De olho nos interesses do Brasil.”
Músicas e locais da semana: 1 - Exposição Campaigning for president, no Museum of the city of New York. Música: Gracias a la vida, com Joan Baez. 2 - Bloomingdale Road. Música: Rays and shadows, com Danilo Perez & Claus Ogerman. 3 - Water taxi no pier 11. Música: Me and Mrs. Jones, com Michael Bublé. 4 - (Boa noite) - Filme: Encantada. Local: Columbus Circle. Música: That´s amore, com James Mardsen.
Bônus da semana: Foi muita coincidência o Lucas ter falado da praia de nudismo na Paraíba apenas uma hora depois de o Pânico ter mostrado uma matéria feita no local. E como Dale Cooper em Twin Peaks já dizia que “quando dois eventos sobre o mesmo assunto ocorrem simultaneamente, deve-se prestar muita atenção”, prestem atenção na reportagem do Pânico feita em Tambaba:
PARTE 1
PARTE 2



